EDP sob pressão faz faísca na bolsa de Lisboa

A praça portuguesa regista quedas pela terceira sessão consecutiva, contrariando a tendência positiva sentida na Europa. A EDP cai, depois de notícias de que o interesse dos chineses arrefeceu.

Não há duas sem três sessões negativas na bolsa portuguesa. Lisboa caiu novamente, pressionada pelos títulos do setor energético, nomeadamente a EDP. A empresa liderada por António Mexia deslizou perante o esmorecer do interesse dos chineses na elétrica nacional.

O índice de referência português, o PSI-20, recuou 0,70% para os 4.979,51 pontos. Das 18 cotadas, seis terminaram a sessão a subir, uma inalterada e as restantes desceram. A EDP foi a que provocou maiores “estragos” em Lisboa ao cair 1,16% para cotar nos 3,08 euros, bem abaixo dos 3,26 euros da OPA da China Three Gorges (CTG).

A queda dos títulos veio no seguimento de testemunhos de que o interesse da CTG na empresa arrefeceu perante os obstáculos inesperados que se foram amontoando em torno da OPA dos chineses sobre a elétrica portuguesa. Dentro da família, a EDP Renováveis, também ela alvo de OPA da CTG, também derrapou, cedendo 1,26% para os 7,85 euros.

Entre as empresas que registaram perdas encontram-se também aquelas que operam no setor papeleiro. A Altri recuou 2,74% para os 7,45 euros. A Semapa, holding que controla a Navigator, caiu 3,27% para os 15,96 euros, depois de anunciar, na quarta-feira, que o alemão Heinz-Peter Elstrodt vai ser o novo chairman do grupo, substituindo o fundador, Pedro Queiroz Pereira, falecido em agosto.

Nos ganhos, destaque para o BCP, que subiu 1,21% para os 24,48 cêntimos nesta sessão. Os investidores estão expectantes pela apresentação de contas do banco na segunda-feira. Também a Mota-Engil registou uma valorização acentuada, ganhando 1,60% para os 1,78 euros.

Já a generalidade das praças europeias terminou a sessão em terreno verde, animadas pela esperança do fim da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, depois de ser noticiado que Trump já pediu à sua equipa para preparar os termos do acordo. O Stoxx 600, índice que agrega as principais cotadas do Velho Continente, subiu 0,2%, e o francês CAC e o espanhol IBEX registaram ganhos de 0,3%.

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