Lisboa no centro do mundo e Fernão de Magalhães: os sound bites do arranque do Web Summit

Centre stage do Web Summit serviu de viagem no tempo: pisaram o palco Costa, Medina, o pai da web e... até Fernão de Magalhães (em retrato).

Foi o último nome a entrar em palco mas marcou o arranque do Web Summit. Fernão de Magalhães, navegador português, foi a referência usada por Fernando Medina, presidente da câmara de Lisboa, para agradecer a Paddy Cosgrave a promessa de que a capital portuguesa será palco do maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo nos próximos dez anos. No arranque da cimeira, ao anoitecer desta segunda-feira, nem o navegador português faltou à chamada.

“Este tipo apresentou Lisboa ao mundo. Deixe-me apresentar Fernão de Magalhães”, disse Medina a Paddy Cosgrave. “500 anos depois, Lisboa torna-se a capital do mundo por causa de si”, sublinhou o autarca.

António Costa, primeiro ministro português, no palco do Web Summit no dia 1 do evento.Web Summit

Antes, já António Costa tinha desafiado os empresários portugueses a aproveitarem a semana de trabalho para representarem Portugal perante os 70 mil participantes do evento, que esgotou na sexta-feira, anunciou a organização na altura. “Às empresas portuguesas, vocês são os nossos embaixadores. Tenham uma ótima semana e façam aqui um excelente trabalho”, disse o primeiro-ministro, em português, perante um Altice Arena sem cadeiras vazias.

“Aprendemos com o lado negro da nossa história”, diz o primeiro-ministro português, nas primeiras palavras em cima do palco, sublinhando a “liberdade” como fator essencial para a criatividade. “Conectando pessoas, inaugurámos uma nova era construída em cima de conhecimento”, acrescentou.

Às empresas portuguesas, vocês são os nossos embaixadores.

António Costa

Primeiro-ministro

No discurso de abertura do evento, António Costa disse ainda estar muito satisfeito a respeito da continuidade do Web Summit em Lisboa nos próximos dez anos. “Portugal está muito contente por dar-vos as boas-vindas, não só aqui no Web Summit mas para viver, trabalhar ou investir em Portugal”, acrescenta, sublinhando que “ligar pessoas faz parte do nosso ADN”.

Também António Guterres subiu ao palco principal para falar de tecnologia e de como inovações como a inteligência artificial podem ter impacto na maneira como o mundo interage. O secretário-geral das Nações Unidas subiu ao palco principal do evento com a plateia repleta de luzes brancas, a pedido de Paddy Cosgrave.

Web Summit a receber António Guterres com luzes, a pedido de Cosgrave.Web Summit

“A inteligência artificial está em todo o lado (…) até a ajudar as pessoas a encontrar as suas almas gémeas. Sou um pouco cético em relação a esta alternativa e bastante contente por ter encontrado a minha alma gémea com metodologia antiga”, brincou o português, sublinhando a importância de serem criadas plataformas onde os diferentes players possam interagir e trabalhar em conjunto por um objetivo comum.

“O que precisamos é de criar plataformas onde a academia, os cientistas, os políticos e a sociedade cheguem a acordos que permitam que tecnologias como a inteligência artificial sejam usadas essencialmente para o bem”, sublinhou.

A empresa mais valiosa do mundo e a web

Mas nem só de convidados portugueses se fez o arranque do Web Summit 2018. No palco principal, a abrir a tarde, Tim Berners-Lee, criador da web, resgatou histórias antigas e falou do início do caminho. “Creio que a privacidade é um direito fundamental”, explicou, em palco, Berners-Lee. “Se estamos a construir uma enorme plataforma de software, precisamos de pensar nas implicações que isso tem. Como é que isso vai afetar os outros?”, disse ainda o pai da web.

“As pessoas só esperavam coisas boas da web. Ao conectar as pessoas com tecnologia, coisas incríveis aconteceram”, disse Berners-Lee.

Depois do pai da Web, foi a vez da empresa mais valiosa do mundo. “Andamos a proteger o nosso planeta e a investir na educação”, disse Linda Jackson, da Apple. “A educação é um direito fundamental. E não vamos conseguir as respostas que queremos sem educação de crianças e de mulheres”, afirmou, sublinhando o interesse na sua presença no Web Summit.

“Vim cá para ser inspirada por vocês. Porque esta sala está recheada de pensadores, e os pensadores são fazedores”, referiu, dirigindo-se à audiência e sublinhando o papel das empresas na busca de um melhor impacto para o ambiente e para o planeta. “Sabemos que energia limpa não é coisa fácil de implementar em qualquer ambiente”, explicou, acrescentando que a Apple está neste momento a trabalhar com empresas no sentido de reduzir o uso de alumínio nos produtos da marca.

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