“Não pedi a ninguém que registasse a minha presença no Parlamento”, garante José Silvano do PSD

José Silvano já reagiu à polémica sobre as presenças e faltas no Parlamento: “Quem não deve, não teme. Sou um homem honrado”, diz José Silvano, numa declaração à imprensa sem direito a perguntas.

José Silvano já reagiu à polémica sobre as presenças e faltas no Parlamento: “Quem não deve, não teme. Sou um homem honrado”, diz o deputado e secretário-geral do PSD, numa declaração à imprensa, sem direito a perguntas.

“Nunca ninguém me apontou qualquer irregularidade. Todos perceberão que sou o primeiro a querer ver esta questão rapidamente esclarecida. Não registei a minha presença, nem mandei ninguém registar. E sou eu próprio que reclamo publicamente que a PGR abra um processo de investigações se este processo não ficar esclarecido“, declarou o social-democrata.

O deputado adianta que nunca imaginou que este processo pudesse tomar a proporção que tomou e que atinge a sua honra.

Em causa está o facto de estar envolvido na polémica sobre falsas presenças em plenários do Parlamento. Segundo noticiou o Expresso, José Silvano, de acordo com o registo oficial das sessões plenárias da Assembleia da República, não tem qualquer falta nas 13 reuniões plenárias realizadas no mês de outubro, apesar de em pelo menos um dos dias ter estado ausente, conforme o próprio secretário-geral do PSD admitiu em declarações ao jornal.

Caso disso foi a tarde de 18 de outubro, dia em que o dirigente do PSD esteve no distrito de Vila Real ao lado de Rui Rio, cumprindo um programa de reuniões que teve início às 15h30 — a mesma hora do plenário. Contudo, alguém registou a sua presença logo no início da sessão plenária, quando passavam poucos minutos das três da tarde.

Além de as passwords não expirarem, os serviços da AR informaram que “a password do Senhor Deputado José Silvano terá sido utilizada por pessoa diferente do Senhor Deputado, enquanto este se encontrava ausente do Plenário”.

Também esta quarta-feira, dia 7 de novembro, o deputado assinou a folha de presença da comissão eventual para a Transparência, mas não assistiu à reunião. José Silvano chegou à hora do início da reunião, 14h00, assinou a lista de presenças e deixou a sala onde decorreu a reunião, que se prolongou até cerca das 16h00, sem sequer chegar a sentar-se, e não mais voltou.

Questionado pela Lusa e pela Sábado, nos corredores da Assembleia da República, sobre os motivos da sua ausência da reunião, Silvano disse apenas que esteve a fazer trabalho político, sem querer especificar qual. Instado a explicar como pode ter sido usada a sua password para registar presenças em plenário em dias anteriores em que esteve ausente, José Silvano considerou “não ter mais nada a explicar” e disse estar “de consciência tranquila e com energia para continuar”.

A Procuradoria-Geral da República já tinha anunciado que se encontra a analisar o caso, para decidir “se há algum procedimento a desencadear no âmbito das competências do Ministério Público”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Não pedi a ninguém que registasse a minha presença no Parlamento”, garante José Silvano do PSD

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião