José Silvano é o novo secretário-geral do PSD

Rio escolheu José Silvano para ser o novo secretário-geral, lugar deixado vago por Barreiras Duarte. O deputado foi o coordenador do grupo de trabalho do polémico diploma do financiamento partidário.

Rui Rio escolheu José Silvano para ser o novo secretário-geral, lugar deixado vago por Feliciano Barreiras Duarte. Segundo um comunicado dos social-democratas enviado às redações esta segunda-feira, o deputado “começará a exercer funções de imediato no partido”. José Silvano — que apoiou Rio na corrida interna — foi o coordenador do grupo de trabalho do financiamento dos partidos cujo diploma final aprovado pelo PSD, PS, PCP e BE foi vetado pelo Presidente da República e mereceu a crítica de Rio.

Contactado pelo ECO, José Silvano confirmou que aceitou o convite de Rui Rio, mas remeteu declarações para uma conferência de imprensa esta terça-feira na sede do PSD. No final do ano passado, o social-democrata esteve no centro das atenções por ter sido o coordenador do grupo de trabalho que acordou o polémico diploma sobre o financiamento partidário. Na altura, na qualidade de candidato, Rio atacou o processo liderado por José Silvano por ter sido “a correr para ver se ninguém vê”.

Esta nomeação deverá ser ratificada na próxima Comissão Política Nacional, agendada para 28 de março, e, posteriormente, no Conselho Nacional do PSD“, anuncia o partido em comunicado. Atualmente José Silvano pertence à comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias e é coordenador da comissão eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas.

A demissão de Feliciano Barreiras Duarte foi apresentada este domingo e aceite pelo presidente do PSD. O também deputado social-democrata decidiu sair após as polémicas sobre o seu currículo académico e sobre a morada fiscal que deu no Parlamento. “Espero que a minha demissão faça cessar os ataques à direção do PSD e permita que o Dr. Rui Rio“, lia-se no comunicado onde divulgou a decisão.

Um dia depois, Rio escolheu José Silvano para o lugar. O nome do deputado ainda terá de ser ratificado pela Comissão Política Nacional e pelo Conselho Nacional do PSD — neste último órgão a atual direção do partido não tem maioria.

José Silvano, de 61 anos, é natural de Vila Real, tendo sido presidente da Câmara Municipal de Mirandela. É licenciado em direito e, segundo o comunicado, já foi vogal da Comissão Política Nacional do PSD e membro do Conselho Nacional.

(Notícia atualizada às 19h45 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

José Silvano é o novo secretário-geral do PSD

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião