PS aproxima-se da maioria absoluta. PSD também melhora

  • ECO
  • 16 Março 2018

As melhorias no PSD não são suficientes para abalar a liderança do atual Governo. O político mais popular continua a ser Marcelo Rebelo de Sousa, mas seguem-se António Costa e Rio.

O PS goza de cada vez mais popularidade entre os portugueses: nas sondagens do Expresso e SIC para março, o Executivo de António Costa sobe mais um pouco em direção à maioria absoluta. Consegue uma intenção de voto de 41,5%. Mas não é o único partido com razões para festejar: desde que Rui Rio tomou a dianteira dos social-democratas, estes assistiram à maior subida nas intenções de voto de toda a legislatura.

Há vários meses que o PS não desce da fasquia dos 40%, mas a popularidade do atual Governo não estagnou: subiu novamente em fevereiro, 0,2%, e chegou aos 41,5%. António Costa acompanha a subida do seu partido, e é o único a reunir cada vez mais a simpatia dos votantes. Fica, contudo, atrás do Presidente da República, que agrada a 64% da população — percentagem que compara com os 34% de Costa.

Rui Rio só consegue conquistar uma popularidade de 10%, mas o partido de Rio conseguiu um aumento de 1,5% nas intenções de voto. O PSD já vinha a registar subidas desde o início da legislatura, mas nunca acima de 0,7%. As melhorias notam-se um mês depois do congresso laranja, após a escolha de Elina Fraga para a direção do partido e de Fernando Negrão para a bancada parlamentar do PSD, que subiu ao cargo com mais votos brancos e nulos do que favoráveis.

Grafismo Expresso

Atrás do PSD, aparecem o Bloco de Esquerda, CDU, o CDS e o PAN, por esta ordem. Entre estes, só a CDU sobe, fixando-se a meio ponto de distância do BE. Apesar de liderar a segunda força política menos relevante, Assunção Cristas é a terceira líder partidária mais querida entre os portugueses, com um saldo de 7,9% de popularidade.

Estas sondagens foram feitas entre 8 e 14 de março, por entrevista telefónica. O erro máximo da amostra é de 3,08% para um grau de probabilidade de 95%. Para mais informações, pode consultar a ficha técnica no final do artigo.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

PS aproxima-se da maioria absoluta. PSD também melhora

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião