Goldman Sachs paga menos 56% às mulheres. Mas não é o único banco

  • Juliana Nogueira Santos
  • 16 Março 2018

O banco paga menos 56% às suas trabalhadoras, sendo que os bónus de desempenho são ainda mais díspares. Os homens recebem mais 72% que as mulheres.

O Goldman Sachs, na sua sucursal do Reino Unido, paga, em média, 56% menos às mulheres que aos seus colegas do sexo masculino. O número foi divulgado pelo banco, devido a uma norma imposta pelo Governo britânico, e acompanha aqueles que foram divulgados pelas restantes instituições bancárias do país.

A diferença salarial é ainda maior quando se fala de bónus. Quando recebem prémios de desempenho, os homens que trabalham no banco norte-americano contam, em média, com mais 72% que as suas colegas mulheres. Relativamente às hierarquias, apenas 10% a 12% dos cargos superiores de chefia são ocupados por mulheres.

Os números são muito semelhantes quando se olham para outras instituições bancárias britânicas. No HSBC, a disparidade salarial atinge os 59%, enquanto no BNP Paribas esta diferença fica nos 38%. No UBS, os trabalhadores do sexo masculino recebem mais 31% que as suas colegas.

"Somos uma meritocracia e o género não é um fator que se ponha à frente daquilo que pagamos às nossas pessoas. Pagamos às mulheres e aos homens da mesma forma, utilizando os mesmos critérios de compensação, incluindo a natureza do seu papel e a sua performance.”

Goldman Sachs

Ainda esta quinta-feira, o banco tinha comunicado que ia começar a fazer todos os esforços para que a sua força de trabalho fosse constituída por 50% de mulheres, não tendo, definido uma meta temporal para atingir essa paridade. “Também temos de nos responsabilizar por providenciar mais oportunidades para mulheres e diversificar os nossos profissionais para atingirmos os mais altos níveis”, lê-se nesta carta, enviada a todos os trabalhadores do banco.

No entanto, o Goldman Sachs deixou, já nesta sexta-feira, uma justificação. “Somos uma meritocracia e o género não é um fator que se ponha à frente daquilo que pagamos às nossas pessoas. Pagamos às mulheres e aos homens da mesma forma, utilizando os mesmos critérios de compensação, incluindo a natureza do seu papel e a sua performance.”

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