“Estamos prontos” para ser Governo, diz Mariana Mortágua

  • Lusa
  • 11 Novembro 2018

A deputada bloquista acusou o PS de "propagandear o défice zero" e disse que o pior défice é a pobreza e uma escola pública e um Serviço Nacional de Saúde "esburacados".

A dirigente bloquista Mariana Mortágua garantiu este domingo que o BE está “pronto” para integrar o governo, numa intervenção muito crítica da “irresponsabilidade” da gestão das contas públicas.

“Estamos prontos! Somos uma força capaz, uma força de propostas e de coragem”, acentuou Mariana Mortágua, ao intervir no segundo de dois dias da XI Convenção Nacional do BE, que termina hoje no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.

O Bloco é uma “força capaz” e, por isso, vai lutar para ser governo após as legislativas do próximo ano, prometeu a vice-presidente do Grupo Parlamentar do BE, depois de criticar a gestão das contas do Estado praticada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno.

Mortágua lembrou o princípio de Mário Centeno de que ou a economia crescia ou seria preciso cortar pensões e liberalizar despedimentos, concluindo que o ministro “estava correto”.

Só que “o emprego cresceu”, “transformou-se em segurança para muita gente” e não foi preciso congelar pensões, nem liberalizar despedimentos. Pelo contrário, as pensões foram aumentadas e não houve liberalização de despedimentos, recordou.

“A proposta de Mário Centeno já era o plano de Bruxelas antes de ser ministro. Mas o país não cedeu a Bruxelas”, insistiu, criticando depois o dinheiro aplicado na recapitalização do Banif e do Novo Banco, que poderia ter servido para investir na economia e melhorar o nível de vida das pessoas.

“O que teria acontecido se tivéssemos aplicado este princípio a outras áreas? Teríamos investido no que é nosso e não naquilo que amanhã será de outro Ricardo Salgado“, comentou, criticando “a irresponsabilidade” de prosseguir “a gestão das contas públicas numa ótica de curto prazo” naquilo que é também “uma enorme cedência a Bruxelas”.

Mariana Mortágua sustentou que “o PS propagandeia o défice zero” mas considerou que “não há pior défice que a pobreza e uma escola pública e um Serviço Nacional de Saúde esburacados”.

Ao apontar o muito que falta fazer e corrigir na área económica e financeira para promover o bem-estar, a deputada do BE deu a imagem do presidente executivo da EDP, António Mexia, que “ganha num mês aquilo que a rapariga do call center demora mais de 200 anos a ganhar”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Estamos prontos” para ser Governo, diz Mariana Mortágua

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião