Preço dos serviços postais sobe abaixo da inflação até 2020

De acordo com a decisão da Anacom, nos próximos dois anos os preços vão evoluir abaixo da inflação. A variação não poderá ser superior ao valor da inflação deduzido de 0,25 pontos.

Nos próximos dois anos, os preços dos serviços postais vão subir, mas de forma controlada. Os preços só poderão evoluir até ao valor da inflação deduzido de 0,25 pontos percentuais, anunciou a Anacom esta terça-feira. Para além disso, também o preço do selo do correio normal até 20 gramas vai estar incluído nesta variação.

“De acordo com a decisão do regulador, adotada na sequência de um processo de consulta pública e audiência prévia, os preços nos próximos dois anos evoluirão abaixo da inflação, uma vez que a variação não poderá ser superior ao valor da inflação deduzido de 0,25 pontos percentuais”, refere o comunicado da Anacom.

A Anacom, a quem cabe “fixar os critérios a que deve obedecer a formação dos preços dos serviços postais que compõem o serviço universal”, revela que para a fixação da variação máxima dos preços aprovou “a metodologia de previsão de tráfego do cabaz de serviços não reservados para o triénio 2018-2020 (correspondências, jornais e encomendas)”.

Além desta metodologia, a Anacom recorda que aprovou recentemente os indicadores de qualidade de serviços que os CTT terão de cumprir nos próximos dois anos enquanto prestador do serviço social postal universal. Impôs indicadores mais exigentes com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço e a satisfação dos utilizadores. Uma decisão que foi contestada pelos CTT, empresa que já avançou para tribunal.

Mais recentemente, aprovou ainda um conjunto de alterações ao sistema de medição dos indicadores de qualidade do serviço, de forma a torná-lo mais robusto. A Anacom auditou os indicadores de qualidade de serviço dos CTT nos últimos dois anos e concluiu que os procedimentos usados corriam o risco de não refletir a qualidade real oferecida aos utilizadores.

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