Amorim melhora oferta. Dá 158,2 milhões pela Herdade da Comporta

Para além do valor oferecido, o consórcio liderado pela empresária Paula Amorim exigiu uma garantia de oito milhões de euros. Decisão será tomada a 27 de novembro.

O consórcio formado pelo fundo Vanguard Properties e pela Amorim Luxury, liderado pela empresária Paula Amorim e a única entidade a entregar uma proposta vinculativa pela Comporta, ofereceu 158,2 milhões de euros para comprar os ativos imobiliários do Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado da Herdade da Comporta. Decisão será tomada no dia 27 de novembro e falta ainda o aval do Ministério Público.

O valor foi confirmado ao ECO por participantes da Herdade da Comporta. A oferta final feita pelo consórcio de Paula Amorim é, assim, ligeiramente superior à que tinha sido feita no último processo de venda, de 156,4 milhões de euros, que ficou fechado sem sucesso.

Para além do valor oferecido, o contrato de compra e venda prevê uma garantia, correspondente a cerca de oito milhões de euros, que ficará em vigor durante nove meses, para cobrir eventuais perdas caso os ativos não estejam de acordo com o que está descrito no contrato.

O acordo para a compra dos ativos imobiliários da Comporta foi assinado no dia 23 de outubro e o consórcio aguarda agora pela assembleia geral de participantes, marcada para o dia 27 de novembro, bem como pela luz verde do Ministério Público. Os ativos da Comporta estão arrestados pelo Estado português e, para que sejam vendidos, o Ministério Público tem de autorizar o levantamento deste arresto.

Se essa autorização não for concedida e a venda não se concretizar, a herdade corre o risco de entrar em insolvência, tal como já alertaram os curadores dos processos de insolvência das empresas do Grupo Espírito Santo (GES) que tinham sede no Luxemburgo (no caso, a Rioforte, que controla a Comporta).

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