Gasolina e gasóleo ficam mais baratos três cêntimos na próxima semana

Abastecer o carro fica mais barato a partir do início da próxima semana. O preço do litro de gasolina e gasóleo vai cair 3 cêntimos. Será a 7.ª queda semanal na gasolina que fica abaixo dos 1,5 euros.

Precisa de abastecer o carro? Se puder, o melhor é esperar até pelo menos segunda-feira. O preço dos combustíveis vai registar uma quebra acentuada, de pelo menos três cêntimos, tanto para a gasolina como para o gasóleo. No caso da gasolina, será a maior queda desde março, com o preço a fixar-se abaixo dos 1,50 euros por litro pela primeira vez desde essa altura. A queda acentuada das cotações do petróleo justifica a dimensão da redução dos preços dos combustíveis.

Fonte do setor adiantou ao ECO que o preço da gasolina deve descer três cêntimos por litro, a partir de segunda-feira. Mas tendo em conta a derrocada das cotações do “ouro negro” que se regista nesta sexta-feira nos mercados internacionais, a mesma fonte fala na possibilidade da queda ser ainda maior, podendo chegar aos 3,5 cêntimos. Para o diesel, o cenário previsível é semelhante: descida do preço a partir de três cêntimos por litro.

Face a essa expectativa, tendo em conta os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o litro da gasolina de 95 octanas simples deverá cair pelo menos até aos 1,481 euros, fixando-se abaixo da fasquia dos 1,50 euros pela primeira vez desde a última semana de março. A próxima semana será assim, a sétima consecutiva de alívio nos preços deste tipo de combustível, sendo que a queda já supera nesse período os 12 cêntimos.

No que respeita ao gasóleo simples, o preço do litro deverá baixar pelo menos até aos 1,361 euros. Trata-se do valor mais baixo desde a semana iniciada a 20 de agosto, e que sinaliza a terceira quebra semanal consecutiva do preço deste tipo de combustível.

Excedente de petróleo dita queda acentuada das cotações

Na queda acentuada das cotações do petróleo ao longo das últimas semanas, e em particular nesta semana, está a justificação para a dimensão da redução dos preços dos combustíveis.

Ainda nesta sexta-feira, o barril de petróleo desvaloriza entre 3% e 5% nos dois lados do Atlântico. No mercado londrino, as cotações da matéria-prima já estão a cair 3,05%, para os 60,69 dólares, o valor mais baixo desde novembro de 2017. Já o barril de crude, que está também a negociar em terreno vermelho, está a cair 4,85% para cotar nos 51,98 dólares, mínimo de outubro do ano passado.

Estas quedas vêm acentuar a tendência negativa das últimas semanas, que atirou o petróleo para bear market. Em sete semanas, a cotação do barril de petróleo encolheu 17%, tendo descido muito mais face ao último máximo.

De acordo com a Reuters, a oferta global, liderada pelos Estados Unidos, está a crescer mais depressa do que a procura, situação que cria um excedente no mercado. Com oferta a mais, os preços descem.

Perante este contexto, e para eliminar os excedentes de combustível não utilizados, espera-se que a OPEP comece a limitar a produção, após uma reunião marcada para o dia 6 de dezembro. A Arábia Saudita já disse que iria reduzir a oferta, mas apenas para corrigir este excesso no mercado.

Para já, os consumidores beneficiam do alívio nos seus bolsos devido à quebra dos encargos com os combustíveis.

(Notícia atualizada 12h07 com mais informação)

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