Diretor-geral da Energia afastado por Galamba “não tinha o perfil indicado”

  • ECO
  • 23 Novembro 2018

João Galamba explica que procurou para a liderança da DGEG "alguém com muita experiência e currículo na área da energia e da eficiência energética", perfil que encontrou em João Bernardo.

Mário Guedes, o diretor-geral de Energia e Geologia que foi afastado pelo secretário de Estado da Energia, “não tinha o perfil indicado” para conduzir o país na transição energética. A justificação foi dada pelo próprio João Galamba, esta sexta-feira, ao Público (acesso condicionado).

Em declarações a este jornal, o secretário de Estado explica que procurou para a liderança da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) “alguém com muita experiência e currículo na área da energia e da eficiência energética”. João Bernardo, que tinha sido despromovido da liderança da DGEG em março deste ano, regressa agora a este cargo por ter “reconhecimento interno e externo” nestas áreas, justificou João Galamba.

João Bernardo foi afastado das funções que irá agora voltar a assumir por “falhas no cumprimento das atribuições, com impacto negativo no serviço público”, de acordo com um despacho assinado por Mário Guedes. Questionado sobre este assunto, João Galamba aponta apenas que “não foi aberto qualquer processo disciplinar”. E acrescenta: “O trabalho e as qualidades profissionais do João Bernardo são muito apreciadas por todos os anteriores diretores-gerais”.

Já Mário Guedes, engenheiro de minas que foi técnico especialista no gabinete do ex-secretário de Estado Jorge Seguro Sanches e ainda membro da administração da Empresa de Desenvolvimento Mineiro, não detinha as competências procuradas por Galamba. “Sendo um especialista em pedreiras e minas, entendeu-se que não tinha o perfil indicado” para conduzir a DGEG na “importante agenda” da transição energética.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Diretor-geral da Energia afastado por Galamba “não tinha o perfil indicado”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião