Há progressos no malparado. Mas FMI diz que a banca está demasiado exposta ao imobiliário

O FMI elogia o esforço dos bancos portugueses na redução do malparado. Diz, no entanto, que é preciso continuar. E mostra-se preocupado com a exposição ao imobiliário.

O malparado é um fardo para a banca, mas está menos pesado. Nos últimos anos, tem sido feito um esforço por parte do sistema financeiro nacional para reduzir o peso dos créditos não produtivos, algo que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece. Defende que é preciso manter o ritmo de redução destes NPL, mas também mostra preocupação com a significativa exposição do setor ao imobiliário, numa altura de subida dos preços das casas.

“Foram feitos progressos relevantes no balanço dos bancos”, com a redução do malparado, diz o FMI na 7.º avaliação pós-programa, salientando que “os rácios de NPL encolheram de 13,3% no final de 2017 para 11,7% em junho deste ano, ao mesmo tempo que os rácios de capital se mantiveram estáveis, acima de 15%”.

“Mas é preciso manter os esforços para reduzir as vulnerabilidades” do setor, remata o fundo. O FMI diz que os bancos continuam a ser penalizados pelo elevado nível de NPL e pela baixa rentabilidade, salientando que irão “sentir pressões adicionais em termos de custos” assim que os bancos necessitarem de começar a cumprir com os novos requisitos relativos a capitais próprios e ativos elegíveis no âmbito do enquadramento relativo à resolução bancária, o MREL.

Mas as vulnerabilidades da banca nacional não se ficam por aqui. E o FMI vê a exposição ao imobiliário como um risco. “Outra vulnerabilidade é a significativa concentração de exposição ao imobiliário”, representando 38% dos ativos totais no final de 2017, com os imóveis habitacionais a representarem 28% do total dos ativos imobiliários.

O FMI defende que os supervisores devem “garantir que os bancos prosseguem os planos de redução de NPL”, mas também que “continuem a monitorizar a evolução dos preços do imobiliário que têm aumentado a um ritmo acelerado nos últimos anos, bem como garantir que os bancos têm almofadas de capital suficientes para enfrentarem choques adversos nos seus balanços”.

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