Guerra comercial, Huawei e OPEP empurram Wall Street para a linha vermelha. Nasdaq evita perdas maiores

Os ventos negativos na relação entre a China e os Estados Unidos da América, juntamente com a queda do petróleo, estão a empurrar Wall Street para a linha vermelha. O Nasdaq impediu perdas maiores.

Nos últimos meses a guerra comercial entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China tem sido um dos principais temas A preocupar os investidores. As bolsas norte-americanas — ainda que tenham iniciado a semana a festejar as tréguas entre o Presidente chinês e o Presidente dos Estados Unidos — depressa se ressentiram, com dúvidas sobre um possível acordo entre as duas maiores economias do mundo.

E agora, junta-se um novo receio. Depois da notícia de que a administradora financeira da fabricante chinesa Huawei, Wanzhou Meng, tinha sido detida no Canadá, por suspeitas de violação das sanções aplicadas pelos EUA ao Irão, os investidores voltaram a temer que os 90 dias de tréguas não sejam suficientes para que Washington e Pequim fechem, de facto, um acordo.

O S&P 500 encerrou a sessão a perder 0,15% para 2.695,96 pontos. Já o industrial Dow Jones perdeu 0,31% para 24.949,02 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq foi o índice que evitou perdas maiores. Avançou 0,42% para 7.188,26.

“Claramente, a prisão da diretora financeira da Huawei foi o fator que causou a queda nas transações de hoje”, disse Mark Hackett, chief of investment research da Nationwide, citado pela agência Reuters (acesso livre), acrescentando que este episódio dá força aos que dizem que os detalhes sobre o acordo não são claros e que apenas se sabe que são 90 dias de tréguas sendo, por isso, temporária a suspensão da guerra comercial.

O industrial Dow Jones foi, de resto, o índice mais penalizado no final desta sessão. A pesar no seu fraco desempenho esteve a Boeing, que recuou 3,12% para os 331,90 dólares.

A evitar perdas maiores esteve o desempenho do tecnológico Nasdaq. A Netflix avançou 2,01% para os 280,86 dólares, enquanto a Amazon valorizou 1,61% para os 1.695,26 dólares.

A definir a atenção dos investidores está, ainda, a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O “ouro negro” caiu, depois da reunião ter encerrado sem que alguns países exportadores de petróleo anunciassem um corte de produção diária de barris, de modo a ajustar a oferta à procura.

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