Investidores castigam Macron. Juros da dívida aceleram

Macron anunciou um aumento de 100 euros no salário mínimo. A fatura de quase 10 mil milhões nas contas públicas está a puxar pelos juros da dívida do país.

Em resposta aos protestos dos “coletes amarelos”, contra o Governo e o aumento de impostos, Emmanuel Macron avançou com um aumento de 100 euros no salário mínimo. Uma medida que procura acalmar os franceses, mas que está a inquietar os investidores internacionais. Os juros da dívida do país aceleram.

O aumento do salário mínimo em 100 euros, a partir do próximo ano, financiado pelo Estado e sem custos adicionais para as empresas foi a principal medida anunciada pelo presidente francês, mas não a única. As horas extras vão passar a estar isentar de tributações, enquanto os reformados que recebam menos de dois mil euros ficam isentos do pagamento da Contribuição Social Generalizada (CSG).

Medidas que terão um custo avultado nas contas do país. Irão custar entre 8 e 10 mil milhões de euros ao Estado, valor que poderá levar França a romper com a regra europeia de défice abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). E os investidores não querem ver isso acontecer.

O sinal de desconforto está a ser dado nos mercados, com os juros da dívida francesa a subirem. A taxa a dez anos avança cinco pontos base para os 0,745%. É substancialmente inferior aos juros exigidos pelos investidores para comprem a dívida portuguesa na mesma maturidade (1,8%), mas é bem mais do que a taxa a dez anos das bunds.

Face aos juros da Alemanha, a maior economia da Europa, a taxa da dívida de longo prazo de França apresenta agora um prémio de 47,5 pontos base. O prémio de risco de França face à Alemanha está, assim, no nível mais elevado em 19 meses, de acordo com os dados da Reuters.

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