Pharol cancela aumento de capital. Tem outros meios para “acautelar interesses” na Oi

A empresa liderada por Luís Palha da Silva alega condições de mercado não propícias para desistir da operação que lhe iria permitir financiar o acompanhamento do aumento de capital da Oi.

A Pharol já não vai fazer um aumento de capital com vista a financiar o reforço de capital da Oi. A empresa liderada por Luís Palha da Silva, deu disso conta ao mercado através de um comunicado enviado à CMVM, onde alega condições de mercado não propícias para desistir da operação. A Pharol diz, contudo, não pretender desistir da telecom brasileira, garantindo ter “outros instrumentos para acautelar os seus interesses”.

Esta decisão surge depois de a 23 de novembro os acionistas da Pharol, reunidos em assembleia geral, terem dado o seu aval a um aumento de capital que permitisse financiar o acompanhamento do reforço de capital da Oi.

Nessa reunião, os acionistas da empresa portuguesa aprovaram a proposta de realizar um aumento de capital de até 80 milhões de euros para suportar essa operação.

“Como é do conhecimento dos senhores acionistas, na assembleia geral de 23 de Novembro de 2018, foi deliberado autorizar o conselho de administração da Pharol a aumentar o montante nominal do capital social da sociedade (…) para um máximo de até €55.482.427,11, na modalidade de novas entradas em dinheiro, com ou sem ágio, sendo o montante global máximo do encaixe autorizado de €70.038.277,67”, começa por dizer o comunicado enviado, esta quarta-feira, à CMVM.

O documento dá ainda conta que “o montante concreto do aumento ficou pendente de definição por parte do Conselho de Administração, em função das condições de mercado existentes e consoante se revelasse necessário para permitir a participação da Pharol no aumento do capital social da Oi”.

Agora, a Pharol recua na decisão de avançar com a operação, decisão que foi tomada pelo conselho de administração a 7 de dezembro, alegando que “as condições de mercado não se apresentam propícias à realização, pela Pharol, de um aumento do seu capital social“.

Mas tal não significa desistir da sua participada brasileira. Diz que “dispõe de outros instrumentos para acautelar os seus interesses ao nível da Oi, podendo a participação da Pharol no aumento do capital social da Oi”, assegurando que esta pode “ser prosseguida com uma gestão combinada das disponibilidades de caixa, dos direitos de subscrição preferencial e das ações Oi“.

A justificação da Pharol — condições de mercado desfavoráveis — foi a mesma que outras empresas portuguesas utilizaram para desistir de operações nos mercados. Foi o que aconteceu com a Vista Alegre que nesta terça-feira disse que também desistia do seu aumento de capital. Ainda antes disso, a Sonae MC desistiu da sua OPV (Oferta Pública de Venda) na bolsa nacional, devido às mesmas razões.

(Notícia atualizada às 18h19 com mais informação)

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