BEI empresta 25 milhões de euros à empresa TMG para inovar nos têxteis automóveis em Famalicão

  • Lusa
  • 17 Dezembro 2018

A TMG utilizará o financiamento para "implementar linhas de pesquisa e inovação que focam o uso de novas tecnologias que reduzam o impacto ambiental dos processos de produção de têxteis automotiveis".

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai emprestar 25 milhões de euros à TMG Automotive para implementar, em Braga, “processos inovadores e sustentáveis” de fabrico de têxteis automóveis, criando 106 postos de trabalho, anunciou esta segunda-feira aquela instituição europeia.

Em comunicado enviado à Lusa, o BEI, instituição da União Europeia que se dedica a empréstimos a longo prazo, explica que o referido empréstimo, cujo acordo de concretização foi esta manhã assinado em Braga, é feito ao abrigo ao orçamento da União Europeia no âmbito do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), o “principal pilar do Plano de Investimento para a Europa” e conhecido como o ‘Plano Juncker’.

Segundo o texto, a TMG vai “reabilitar e melhorar” as suas unidades industriais no distrito de Braga, o que vai “impulsionar o crescimento e a coesão social” na região.

“A TMG utilizará o financiamento para implementar linhas de pesquisa e inovação que focam o uso de novas tecnologias que reduzam o impacto ambiental dos processos de produção de têxteis automotiveis. A implantação de novas soluções nos interiores também vai o peso dos veículos, o que, por sua vez, contribuirá para uma redução no consumo de combustível e nas emissões de poluentes”, explica no texto o BEI.

O investimento visa também tornar a TMG capaz de “competir numa indústria altamente exigente e responder aos desafios futuros do mercado” através do aumento da capacidade de produção daquela empresa. Além disso, refere o BEI, será ainda promovida a “partilha de conhecimento dentro da indústria automotiva europeia”.

Para a vice-presidente do BEI, Emma Navarro, o acordo assinado nesta segunda-feira “demonstra o firme compromisso do BEI em apoiar empresas de médio porto que operam em ambientes altamente competitivos e em setores fundamentais para a economia europeia”.

Já o Comissário Europeu para Pesquisa, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, salientou que o acordo assinado mostra o melhor lado do Plano de Investimento para a Europa: “Isto é o ‘Plano Juncker’ no ser melhor. Dar às empresas o impulso financeiro necessário para se expandirem, usarem processos mais favoráveis ao meio ambiente, inovarem e criarem empregos para as comunidades locais, especialmente nas regiões que mais necessitam disso”, disse.

Segundo Carlos Moedas, com o acordo assinado “Portugal continua a liderar como um dos maiores beneficiários do ‘Plano Juncker‘”.

Na cerimónia, a presidente da TMG, Isabel Furtado, apontou como estratégia da empresa “alinhar os direitos humanos com o crescimento económico sustentável e a proteção do meio ambiente” referindo que aqueles valores são “cruciais para o futuro da TMG Automotive “.

O texto realça ainda que o ‘Plano Juncker’, que será implementado até 2020, vai permitir ao BEI “alargar a sua capacidade de financiamento de projetos de investimento com elevado valor acrescentado que, no caso deste acordo, é promover o crescimento económico sustentável, a inovação e a coesão”

O Plano de Investimento para a Europa, conhecido como ‘Plano Juncker’, é, segundo o BEI, “uma das principais prioridades da Comissão Europeia e pretende aumentar o investimento para gerar empregos e crescimento, fazendo uso mais inteligente dos recursos financeiros, removendo os obstáculos ao investimento e fornecendo visibilidade e assistência técnica aos projetos de investimento”.

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