José de Mello Saúde quer prolongar gestão do Hospital de Braga como PPP

Grupo que gere o hospital negou as declarações da ministra da Saúde. A suposta falta de interesse em manter o contrato levaria o Governo a considerar colocar o hospital novamente na esfera do SNS.

A José de Mello Saúde garante que pretende manter o atual contrato de gestão público-privada do Hospital de Braga. A garantia do grupo surge depois de a ministra da Saúde ter afirmado, esta quarta-feira, que o hospital poderá voltar à esfera do Serviço Nacional de Saúde por “indisponibilidade definitiva” do gestor privado.

“A José de Mello Saúde mostrou-se, desde o primeiro momento, disponível para o prolongamento do Contrato de Gestão da PPP do Hospital de Braga, dentro do atual modelo contratual, desde que esclarecidas as condições de execução do contrato e de sustentabilidade financeira da parceria“, disse o grupo, em comunicado.

O contrato em vigor de parceria público-privada (PPP) termina em agosto de 2019 e, até agora, não foi lançado um novo concurso para a gestão do Hospital de Braga. Não há já tempo para que um novo concurso seja concluído até essa data e, segundo Marta Temido, o Governo desafiou a atual gestão para continuar nas mesmas condições, mas não houve interesse no prolongamento do atual contrato nos moldes atuais.

O grupo contraria, no entanto, essa declaração. “A José de Mello Saúde orgulha-se do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Hospital de Braga e que o tem colocado num lugar de destaque no contexto do Serviço Nacional de Saúde”, acrescentou ainda, no mesmo comunicado.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, também já tinha reagido às afirmações, pedindo à ministra que seja clara. “Temos de perceber se o Governo quer ou não manter o modelo de parceira público privada e se vai ou não lançar um novo concurso para a gestão público-privada do Hospital de Braga”, disse o autarca.

Rio defendeu que é necessário chegar a um entendimento com a atual gestão para que esta assegure, durante o período de transição, a gestão do hospital, até que seja lançado um novo concurso e escolhido um novo parceiro. “Há margem para melhorar o serviço do Hospital, mas a avaliação da Câmara, e a minha pessoal, é positiva. As próprias auditorias que foram feitas demonstram que há algum desaproveitamento da infraestrutura mas mais da parte do Estado porque não está a contratualizar”, acrescentou.

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