China baixa tarifas para 700 produtos. Trump pondera taxas sobre automóveis

A partir do próximo ano, mais de 700 produtos estrangeiros terão tarifas alfandegárias mais baixas na China. Pelos EUA, Trump aguarda um relatório sobre o impacto das importações de automóveis.

Enquanto pela China, a meta de abrir a economia a outros países começa a tomar forma em medidas como baixar as tarifas em alguns bens estrangeiros, pelos Estados Unidos ainda estão a ser estudadas as tarifas sobre os automóveis. Trump aguarda um relatório que avalia a ameaça que pode representar importar carros e peças.

A partir de janeiro do próximo ano, mais de 700 produtos estrangeiros que entrarem na China verão as tarifas alfandegárias mais baixas, indica o Expansión (acesso livre/conteúdo em espanhol). A gama de bens contemplados inclui motores para aviões, robôs e outros equipamentos avançados.

Esta é a terceira ronda de cortes nas tarifas anunciada este ano, depois do primeiro-ministro chinês sinalizar que o país queria abrir a economia ao mundo, tendo como objetivo baixar os custos para os consumidores. Os produtos norte-americanos também beneficiam da redução, mas a maioria dos bens continua sujeito às tarifas retaliatórias.

A guerra comercial entre os dois países está em “pausa”, depois de um encontro entre Trump e Xi Jinping no G20 que levou a tréguas durante 90 dias, até 1 de março. Neste período os dois países vão negociar “mudanças estruturais” na sua relação. Entretanto, Pequim já anunciou a suspensão de sobretaxas aduaneiras sobre veículos norte-americanos para os primeiros três meses de 2019.

Nos Estados Unidos, o departamento do Comércio está a finalizar um relatório, que estará concluído a 17 de fevereiro, sobre o impacto de importações de automóveis e peças na segurança nacional. Depois de entregue, Trump tem 90 dias para decidir como reagir. As tarifas que poderão emergir daqui afetam tanto a China como a Europa, onde 50 mil milhões de euros de exportações podem sofrer com as taxas.

O secretário do Comércio, Wilbur Ross, indicou que o Presidente norte-americano tem “muita flexibilidade” na decisão relativa às tarifas, e que as opções ainda estão todas em cima da mesa, em declarações ao Financial Times (acesso condicionado/conteúdo em inglês). Mesmo assim, a intenção será corrigir um desequilíbrio que se originou no pós-guerra.

“Depois da segunda Guerra Mundial, foi uma política deliberada dos EUA ajudar a reconstruir a Europa e a Ásia com ajuda direta, através do Plano Marshall e de concessões comerciais, mas o erro que cometemos foi não limitar o tempo de implementação destas”, apontou Wilbur Ross. Para o secretário, estas concessões já não são apropriadas nos dias de hoje.

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