BCP aumenta capital do ActivoBank em 47 milhões com internacionalização em vista

  • ECO
  • 27 Dezembro 2018

Capital do banco eletrónico, que é detido na totalidade pelo BCP, mais que triplica. Operação segue crescimento e plano estratégico para 2021.

O BCP realizou um aumento de capital de 47 milhões de euros no banco eletrónico ActivoBank, a 14 de dezembro, segundo noticia, esta quinta-feira, o Jornal de Negócios (acesso pago). Este foi o primeiro reforço desde 2011 e mais do que triplica o capital (que passou para 64,5 milhões de euros, dos anteriores 17,5 milhões de euros) da instituição bancária, cujo único acionista é o banco liderado por Miguel Maya.

“Trata-se de um reforço de capital para acompanhar o forte crescimento da atividade do ActivoBank, cumprindo com os rácios regulamentares”, garantiu fonte oficial do BCP ao Negócios. O plano estratégico da instituição até 2021 tem o banco eletrónico como uma das alavancas de crescimento e a internacionalização poderá estar entre as opções.

O ActivoBank tinha, em setembro, mais de 200 mil clientes, um número que o BCP pretende duplicar em três anos. Apesar de o foco ser digital, pretende ter 14 balcões próprios e internacionalizar a plataforma com um reduzido consumo de capital.

Entre as principais diferenças que o ActivoBank oferece, face ao BCP, estão o serviço mais simples, horário mais alargado e maior atratividade para os mais jovens (nomeadamente com a ausência de comissões), segundo escreve o jornal.

O aumento de capital acontece numa altura de mudanças na liderança do ActivoBank. Tal como o ECO noticiou no final de novembro, Dulce Mota abandonou o cargo de presidente executiva do banco online apenas um ano depois de ter chegado a estas funções, para integrar a equipa de Carlos Tavares enquanto administradora executiva no Banco Montepio. Desde então, o ActivoBank está sem presidente.

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