Avaliação das casas sobe há 20 meses. Atingiu novo máximo de 1.215 euros em novembro

O preço por metro atribuído pela banca para a concessão de crédito está em máximos de, pelo menos, uma década. As moradias lideraram a subida, enquanto os apartamentos mantiveram-se inalterados.

A avaliação bancária à habitação, para a concessão de crédito, voltou a aumentar pelo 20.º mês consecutivo para máximos de, pelo menos, uma década, e a acompanhar o reforço do mercado imobiliário no país. Em novembro, o valor por metro quadrado atingiu uma média de 1.215 euros, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

O montante representa um aumento de três euros por metro quadrado, ou 0,2%, em relação ao mês anterior. Já em comparação com igual período do ano passado, a subida é de 71 euros ou 6,2%.

Houve, no entanto, diferenças no que diz respeito à tipologia das habitações, com as moradias a puxarem pelos preços. “Quando comparado com o mês anterior, o valor médio de avaliação dos apartamentos em novembro manteve-se em 1.277 euros por metro quadrado. Nas moradias, o valor médio de avaliação subiu cinco euros euros para 1.115 euros por metro quadrado”, explica o relatório do INE.

Em termos homólogos, a tendência é contrária. O valor médio dos apartamentos aumentou 7%, enquanto o das moradias subiu 4,8%, em novembro de 2018, face ao mesmo mês do ano passado.

A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Região Autónoma dos Açores (0,7%), tendo-se verificado a descida mais acentuada no Alentejo (-1,5%). A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se no Algarve (8,8%) e a menor no Região Autónoma da Madeira (1,7%).

“De acordo com o índice do valor médio de avaliação bancária, em novembro, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional (30%, 23%, 9% e 3% acima do registado para o País, respetivamente). A região das Beiras e Serra da Estrela foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à média nacional (-32%)”, acrescentou o INE.

(Notícia atualizada às 11h10)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Avaliação das casas sobe há 20 meses. Atingiu novo máximo de 1.215 euros em novembro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião