Finanças arrecadam 10 milhões de euros com dois edifícios. Quartel de S. Brás foi um deles

  • Lusa
  • 26 Dezembro 2018

Antigo Quartel de S. Brás foi vendido por cinco milhões de euros, tendo por preço base de licitação 3,7 milhões de euros.

A Direção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) arrecadou 10,6 milhões de euros em duas hastas públicas, incluindo a alienação do antigo Quartel de S. Brás, no Porto, que gerou quase metade do valor total.

A DGTF, que levou a cabo os leilões em 08 de novembro e 18 de dezembro, estava a pedir pelos edifícios 8,4 milhões de euros, segundo as contas da Lusa, depois de consultar os resultados do concurso no site da entidade.

Vários outros imóveis, cujo valor não foi incluído nestas contas, não foram comprados ou porque a hasta ficou deserta ou porque foram retirados de venda.

O antigo Quartel de S. Brás foi vendido no passado dia 18, por cinco milhões de euros, tendo por preço base de licitação 3,7 milhões de euros.

Recorde-se que a Câmara do Porto aprovou, em novembro, com a abstenção do PSD, uma proposta para que o Governo cancelasse a venda deste edifício e de um prédio nas ruas 31 de Janeiro e da Madeira. Este último prédio foi arrematado por mais de um milhão de euros, face a uma base de licitação de 528 mil euros, de acordo com os dados da DGTF.

Segundo uma moção da CDU, apresentada na reunião camarária pública do executivo, a ideia é que os imóveis possam ser disponibilizados para “habitação a preços acessíveis” e em defesa “do pequeno comércio e do movimento associativo da cidade”.

A DGTF vendeu vários imóveis por todo o país, de todos os tipos, como escritórios, casas, apartamentos, prédios e moradias.

A hasta pública levada a cabo no dia 8 de novembro terminou com um total de 2,3 milhões de euros arrecadados, face a um preço inicial de 2,1 milhões de euros. No dia 18 o montante arrecadado foi de 8,3 milhões de euros, partindo de um valor inicial de 6,3 milhões de euros.

Os leilões realizaram-se no auditório do Ministério das Finanças.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Finanças arrecadam 10 milhões de euros com dois edifícios. Quartel de S. Brás foi um deles

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião