Marcelo com Bolsonaro: Empenho na CPLP em cima da mesa

  • Lusa
  • 2 Janeiro 2019

O Presidente português encontra-se esta quarta-feira com o recém-empossado Presidente brasileiro e vai defender o empenho do Brasil na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O chefe de Estado português afirmou esta terça-feira que, no seu encontro de quarta-feira com o novo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai defender que é decisivo o empenho brasileiro na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em declarações aos jornalistas, num hotel de Brasília, horas antes da cerimónia de posse de Jair Bolsonaro, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre o que espera do novo Governo brasileiro, em relação à CPLP.

“Eu não sei o que é que espero. Eu sei o que vou lá defender. Eu vou defender um empenho brasileiro na CPLP. Não há CPLP sem Brasil. O Brasil é uma potência mundial, é um país liderante do Mercosul, tem um peso fundamental no universo latino-americano”, respondeu.

Segundo o Presidente português, “o Brasil tem de estar profundamente empenhado na CPLP” para que esta comunidade tenha “peso no mundo”.

“É isso que eu vou dizer ao Presidente Bolsonaro. É isso que eu espero ouvir dizer da parte dele”, acrescentou, numa alusão ao encontro entre os dois que está marcado para quarta-feira de manhã, no Palácio do Planalto, em Brasília.

No seu entender, o Brasil, “sendo uma potência mundial, naturalmente tende a privilegiar esse peso em termos de contactos bilaterais em diversos quadros em todo o mundo, mas nunca deixou de ser fiel à CPLP, nunca deixou de se empenhar na CPLP”.

“Foi na presidência do Brasil que foi aprovada a nova estratégia para a CPLP”, salientou.

Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre a CPLP a propósito do jantar que ofereceu na noite de domingo, véspera de ano novo, na Embaixada de Portugal a representantes desta comunidade presentes em Brasília por ocasião da posse de Bolsonaro.

“Começámos tarde o jantar, a CPLP tem essa característica comum, realmente temos uma noção de tempo peculiar. E, portanto, terminámos tarde”, referiu.

Estiveram nesse jantar o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, ministros de Angola e de São Tomé e Príncipe, o secretário executivo e outros representantes da CPLP, disse.

“Foi muito agradável porque, de facto, tínhamos não só os mesmos pontos de vista na análise da situação política global como, sobretudo, estávamos muito esperançosos, moderadamente esperançosos, é melhor dizer, relativamente ao novo ano. Portanto, assim foi, passámos [o ano] em conjunto na Embaixada de Portugal em Brasília”, descreveu.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Marcelo com Bolsonaro: Empenho na CPLP em cima da mesa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião