Retalhistas lideram ganhos e levam PSI-20 a contrariar perdas na Europa

A bolsa de Lisboa avançou 0,38%, apesar da pressão da desaceleração económicas nas praças europeias. Plano B do Brexit levou a tombos das ações britânicas e impulsionou a libra.

O retalho brilhou, esta segunda-feira, na bolsa de Lisboa, graças a recomendações mais favoráveis dos bancos de investimento. Com o setor a liderar os ganhos, o PSI-20 fechou a subir 0,38%, para 5.087,36 pontos, e contrariou a tendência negativa das principais praças europeias.

A Jerónimo Martins, que mantêm o bom desempenho desde que revelou as vendas preliminares referentes ao ano passado, beneficiou da revisão em alta da recomendação para as ações de “manter” para “comprar” por parte do Deutsche Bank. Os títulos da dona do Pingo Doce subiram 3,72% para 12,55 euros.

Já a concorrente Sonae valorizou 2,02% para 0,908 euros, após a JB Capital ter passado a recomendar a compra das ações da dona do Continente, atribuindo um preço-alvo de 1,25 euros e um potencial de valorização de cerca de 40%.

Em terreno positivo, fecharam 11 cotadas portuguesas, entre as quais se destacam o BCP (0,16%), a EDP Renováveis (0,13%) e a Galp Energia (0,10%). Em sentido contrário, a EDP foi a empresa que mais caiu esta segunda-feira, tendo desvalorizado 1,04% para 3,04 euros. A Navigator perdeu 0,72% e a NOS deslizou 0,27%.

Desaceleração económica e Brexit castigam Europa

Lisboa contrariou, assim, a tendência europeia, num dia de menor liquidez devido ao feriado norte-americano em observância do Dia de Martin Luther King Jr. O índice pan-europeu Euro Stoxx 600 perdeu 0,3%, enquanto o alemão DAX caiu 0,7%, o francês CAC 40 recuou 0,3%, o espanhol IBEX 35 desvalorizou 0,6% e o italiano FTSE MIB cedeu 0,35%.

A penalizar as ações europeias está a desaceleração económica. A China revelou o pior crescimento da economia em quase três décadas, no mesmo dia em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa as projeções para os próximos anos. As globais foram reduzidas em 0,2 e 0,1 pontos percentuais, para 3,5% e 3,6% em 2019 e 2020, respetivamente. Para a Zona Euro, o corte foi ainda maior. Com travões na Alemanha, França e Itália, o PIB do euro só crescerá 1,6%.

A sessão ficou também marcada pelo discurso de Theresa May com um plano B para o Brexit. A chefe de Executivo britânico não excluiu a hipótese de um divórcio sem acordo — como apelara o líder dos trabalhistas — e rejeitou a convocação de um segundo referendo sobre esta matéria.

Enquanto May falava, a bolsa britânica entrou em terreno negativo e atingiu o mínimo intraday, tendo fechado com uma perda de 0,1%. No mercado cambial, a libra começou a valorizar face ao euro (0,18%) e ao dólar (0,23%). A moeda única aprecia-se 0,04% contra a par norte-americana para 1,1368 dólares.

Os dados da economia chinesa levaram a um aumento da procura por dívida dos países do norte da Europa, com a yield das Bunds alemãs a recuar para 0,866%. Em sentido contrário, os juros das obrigações dos países do sul sobem, com os de Portugal a subir 2,4 pontos para 1,751%.

(Notícia atualizada às 17h)

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