Governador do Banco da Irlanda sai da corrida ao lugar de Draghi. Quer posição de economista-chefe do BCE

Philip Lane foi proposto para o lugar atualmente ocupado por Peter Praet, esta segunda-feira, pelo ministro das Finanças irlandês, na reunião do Eurogrupo.

O governador do Banco Central da Irlanda, Philip Lane, entrou na corrida à posição de economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE). A proposta foi feita pelo ministro das Finanças irlandês na reunião do Eurogrupo, esta segunda-feira, e acontece numa altura de saída de vários membros do BCE, incluindo o presidente Mario Draghi.

Lane era um dos nomes apontados na corrida ao lugar de Draghi, que irá abandonar a presidência do BCE em outubro deste ano. Mas o irlandês foi proposto pelo seu país para a posição atualmente ocupada por Peter Praet, que irá sair em maio, após oito anos como economista-chefe.

O cargo é um dos mais importantes na instituição, consistindo principalmente na supervisão das projeções económicas e emissão de recomendações políticas. Confere também presença no Conselho Executivo do BCE, que é composto apenas por seis membros. O ministro das Finanças Paschal Donohoe defendeu que o irlandês é um “economista extraordinariamente qualificado” para o lugar, segundo a agência Bloomberg.

“Penso que esta é a posição para que Philip está mais bem qualificado”, acrescentou Donohoe. Aos 49 anos e com um doutoramento em economia pela Universidade de Harvard, Lane tinha já sido proposto para vice-presidente do BCE no ano passado, mas a Irlanda acabou por retirar a candidatura e apoiar o espanhol Luís de Guindos.

Os ministros das Finanças da Zona Euro deverão dar aos Governos até ao final do mês para apresentarem candidaturas para o sucessor de Praet e a escolha deverá acontecer em meados de fevereiro.

A Irlanda é o único Estado-membro fundador da moeda única que nunca teve um representante no Conselho Executivo do BCE. A posição de economista-chefe poderá ser a oportunidade para o país chegar ao grupo restrito, mas significa também que não deverá concorrer ao lugar de Mario Draghi.

A lista apontada como prováveis sucessores incluía Lane e Jens Weidmann, presidente do alemão Bundesbank, que também já anunciou que não pretende concorrer. Ficam assim dois nomes: o do antigo governador do Banco da Finlândia, Erkki Liikanen, e o governador do Banco de França, François Galhau. O processo irá, no entanto, apenas avançar oficialmente no segundo semestre do ano.

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