Wall Street regressa à negociação em baixa, com outlook económico do FMI a penalizar

Após um rally de quatro semanas seguidas e do feriado norte-americano desta segunda-feira, as principais praças nos EUA abriram a sessão em queda.

Wall Street abriu esta terça-feira a sessão em queda, pondo termo a um rally que durou quatro semanas seguidas. A causa para o pessimismo, na primeira negociação da semana após o feriado em observância do Dia de Martin Luther King Jr. na segunda-feira, prende-se com a revisão em baixa das projeções para a economia global, divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

“A principal preocupação é a desaceleração do crescimento económico global”, afirmou Art Hogan, estrategista-chefe de mercados da National Securities, em declarações à agência Reuters. “O S&P 500 tem mais de metade das empresas com negócios no estrangeiro, portanto um outlook como este terá também impacto nos resultados de 2019“.

O índice industrial Dow Jones perde 0,62% para 24.552,26 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 recua 0,60% para 2.654,61 pontos e o tecnológico Nasdaq cai 0,70% para 7.106,89 pontos. No mercado cambial, a divisa norte-americana aprecia-se 0,11% contra o euro, para 1,1352 dólares.

As principais bolsas norte-americanas reagem assim ao anúncio do FMI, esta segunda-feira. Na véspera de mais uma reunião do Fórum Económico Mundial em Davos, o fundo liderado por Christine Lagarde reduziu as previsões globais em 0,2 e 0,1 pontos percentuais, para 3,5% e 3,6% em 2019 e 2020, respetivamente.

No mesmo dia foram ainda conhecidos dados que indicam que a economia da China, a segunda maior do mundo, cresceu 6,6%, em 2018. Trata-se do menor crescimento desde 1990, traduzindo mesmo uma desaceleração de duas décimas face ao crescimento registado em 2017, isto apesar de ter ficado dentro da meta definida pelo Governo chinês, de “cerca de 6,5%”.

A par das preocupações com o travão na economia global, os EUA continuam também a braços com a paralisação do Governo. Este é já o mais longo shutdown de sempre no país e não parece próximo de chegar ao fim.

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