Autarquias do PCP adjudicaram milhões a empresas de militantes

  • ECO
  • 1 Fevereiro 2019

Autarquias lideradas por candidatos da CDU terão, por ajuste direto, atribuído contratos a empresas de militantes do partido sem abrir concurso a concorrentes.

Vinte e três autarquias e seis outras entidades públicas ligadas a representantes do Partido Comunista Português (PCP) adjudicaram milhões em obras feitas por empresas de militantes do partido. De acordo com o Observador [acesso livre], cinco empresas de militantes do partido ganharam mais de dois milhões em adjudicações de autarquias do PCP.

A maioria dos contratos, escreve o jornal, é feita por ajuste direto e refere-se a serviços diversos que vão desde a mediação de seguros à assessoria de comunicação. A faturação destas empresas era, até 2013, mais devida a autarquias alentejanas, geografia onde o PCP mantém influência mas, depois da vitória do partido na câmara de Loures, a maior autarquia liderada pelos comunistas, o local passou a ser o mais rentável para as empresas de militantes.

A câmara de Loures já admitiu que ter atribuído dois contratos ao genro de Jerónimo de Sousa, sem que tivessem sido ouvidas as propostas de outras empresas concorrentes. Outro dos casos contados pelo jornal é o de uma mediadora de seguros, Ponto Seguro, ligada ao PCP e que fez vários contratos de zero euros e com várias autarquias, que lhe permitem receber comissões de seguradoras privadas que não são publicitadas. Há também uma empresa-mãe, a Dispõe, que controla outras duas com negócios na área das artes gráficas e comunicação e que têm 90% de toda a contratação pública centrada nas autarquias comunistas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Autarquias do PCP adjudicaram milhões a empresas de militantes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião