Tarifas mais baixas castigam Ryanair. Vem aí uma reestruturação

  • Lusa
  • 4 Fevereiro 2019

A companhia irlandesa encerrou o terceiro trimestre fiscal com um prejuízo de 20 milhões de euros. Uma perda "dececionante", mas "inteiramente devido às tarifas aéreas mais baixas do que o esperado".

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou esta segunda-feira que as contas no terceiro trimestre do ano fiscal de 2018-2019 caíram no vermelho, com um prejuízo de 20 milhões de euros, adiantando que vai fazer uma grande reorganização.

A Ryanair registou um prejuízo líquido de 20 milhões de euros no período de outubro a dezembro, comparado com o lucro líquido de 106 milhões de euros conseguido no mesmo período do ano anterior. A empresa ressentiu-se da concorrência no segmento de curta distância na Europa, o que a levou a reduzir drasticamente os seus preços, diminuindo igualmente as margens de lucro.

Esta perda é “dececionante”, mas “é inteiramente devido às tarifas aéreas mais baixas do que o esperado, para que os nossos clientes desfrutem de preços que nunca foram tão baixos”, disse Michael O’Leary, diretor geral da empresa.

O preço médio de um voo diminuiu 6% para menos de 30 euros. O número de passageiros transportados aumentou 8% para 33 milhões no trimestre, com um volume de negócios a crescer 9% para 1,53 mil milhões de euros.

A transportadora aérea irlandesa também anunciou uma vasta reorganização, com a criação de quatro companhias aéreas. O grupo será, portanto, composto, no prazo de 12 meses, por quatro empresas: Ryanair DAC, na Irlanda, Ryanair UK, no Reino Unido, Laudamotion, na Áustria, e Ryanair Sun, na Polónia. Michael O’Leary permanece na liderança do grupo Ryanair, como diretor geral, e vê o seu mandato estendido até 2024.

A Ryanair diz que quer mudar para uma estrutura semelhante à do grupo de companhias aéreas IAG, que tem várias grandes empresas como a British Airways e a Iberia. O objetivo, segundo a empresa, é ter uma operação mais eficiente, conseguir economizar custos e poder considerar a possibilidade de pequenas aquisições, como a da Laudamotion, da qual a companhia assumiu o controlo em 2018.

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