Governo sobre Carlos Costa: “Serão tiradas todas as consequências sem olhar a quem”

  • Guilherme Monteiro
  • 11 Fevereiro 2019

O cerco aperta-se ao governador do Banco de Portugal. Ricardo Mourinho Félix deixou a garantia de apuramento de todas as consequências.

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, não compromete o Governo em exonerar o Governador do Banco de Portugal, mas defende que estão a ser apuradas responsabilidades, do ponto de vista “criminais”, “contraordenacionais” e “civis”.

“Serão tiradas todas as consequências sem olhar a quem”, disse Mourinho Félix, em declarações em Bruxelas, citado pelo jornal Expresso. “Estão a ser apuradas responsabilidades civis, responsabilidades criminais e contraordenacionais de todos os que estiveram envolvidos”, garantiu ainda o governante em resposta aos jornalistas.

O cerco aperta-se para Carlos Carlos, depois de se saber que esteve envolvido nos financiamentos “aparentemente ruinosos” da Caixa Geral de Depósitos (CGD) aos empresários Joe Berardo e Manuel Fino e, ainda, ao projeto do Vale do Lobo. Já durante a tarde desta segunda-feira, o Bloco de Esquerda veio exigir ao Governo que demita o Governador do Banco de Portugal, tendo apresentado um projeto de resolução em que propõe que a Assembleia da República recomende ao Executivo a exoneração. Já o CDS e o PCP não descartaram também poder avançar com um pedido de exoneração a Carlos Costa.

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