Não há shutdown, mas há muro. Trump pressiona Wall Street

As bolsas norte-americanas foram penalizadas pelos dados negativos das vendas a retalho no final do ano passado, bem como pela mais recente decisão de Trump relativa ao muro na fronteira com o México.

As bolsas norte-americanas fecharam em queda, num dia que ficou marcado pelos receios dos investidores relativamente a um abrandamento económico, depois de terem sido divulgados dados que dão conta de uma desaceleração da atividade económica. A pesar esteve também a decisão de Donald Trump de declarar emergência nacional para construir o muro na fronteira com o México.

O índice de referência S&P 500 fechou a cair 0,27%, para os 2.745,72 pontos. Já o industrial Dow Jones perdeu 0,41%, para os 25.439,39 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq contrariou a tendência e fechou acima da linha de água, a valorizar 0,09%, para os 7.426,95 pontos.

A contribuir para este movimento estiveram os dados divulgados esta quinta-feira pelas autoridades norte-americanas, que mostram que as vendas a retalho caíram 1,2% em dezembro, a maior queda registada desde 2009, agravando os receios de um abrandamento económico.

A condicionar o desempenho dos mercados esteve também uma decisão tomada por Donald Trump já perto da hora de fecho das bolsas. O presidente norte-americano decidiu assinar um decreto que evita um novo shutdown dos EUA, mas ao mesmo tempo declara emergência nacional, de forma a ter acesso a mais fundos que permitam financiar a construção do muro na fronteira com o México.

Por esta altura, os investidores aguardam também por novidades sobre as relações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Para esta sexta-feira, está marcado um encontro entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

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