Carlos Costa pede para ser ouvido por Conselho de Ética do BdP e por BCE

  • ECO
  • 16 Fevereiro 2019

Carlos Costa irá explicar, nestes encontros, o seu envolvimento em pelo menos três operações de concessão de crédito, alegando que nenhuma delas coloca em causa a sua permanência como governador.

Carlos Costa pediu para ser ouvido pelo Conselho de Ética do Banco de Portugal e pelo Comité de Ética do Banco Central Europeu (BCE). A notícia é avançada, este sábado, pelo Expresso (acesso pago), que dá conta de que o governador do Banco de Portugal já preparou a defesa sobre o seu alegado envolvimento, enquanto administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em algumas operações que resultaram em perdas de milhões para o banco público.

Segundo o semanário, Carlos Costa irá explicar, nestes encontros, o seu envolvimento em pelo menos três operações de concessão de crédito, alegando que nenhuma delas coloca em causa a sua permanência como governador do Banco de Portugal.

A Comissão de Ética do Banco de Portugal é uma entidade autónoma e independente, composta por membros sem vínculo ao regulador da banca e que têm como missão apreciar, entre outros aspetos, conflitos de interesse privados ou pessoais dos membros do Conselho de Administração do Banco de Portugal, que possam influenciar o desempenho imparcial, isento e independente das respetivas funções”. Carlos Costa irá, assim, esclarecer junto desta entidade a razão pela qual considera que não deve afastar-se do cargo antes do fim do mandato, em 2020.

Há, pelo menos, três grandes operações de crédito que vieram a revelar-se ruinosas e nas quais Carlos Costa terá estado envolvido, segundo noticiou a revista Sábado, de acordo com informação que consta de atas do Conselho Alargado de Crédito da Caixa. Metalgest (empresa de Joe Berardo), Vale do Lobo e Investifino são as três operações em causa.

No primeiro caso, Carlos Costa argumenta que, embora tenha estado no conselho de crédito relativo a um financiamento de 47 milhões à Metalgest, esta operação acabou por não ser concretizada na Caixa, tendo sido feita por outra instituição. Em relação às outras duas operações de crédito da Metalgest que foram aprovadas pela Caixa, Carlos Costa diz que não participou em qualquer uma delas.

Quanto a Vale do Lobo, o governador confirma ter participado num conselho de crédito onde foi aprovado um financiamento de 194 milhões a este projeto, a 27 de julho de 2006. Contudo, a operação sofreu alterações e só em outubro do mesmo ano foi finalizada, num conselho de crédito em que Carlos Costa não terá participado.

Por fim, argumenta que as operações de crédito à Investifino em que esteve envolvido já foram pagas ou, pelo menos, reestruturadas.

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