Lucros do Sporting caem 36% para 6,4 milhões de euros

No primeiro semestre da temporada, a SAD leonina registou um lucro de 6,4 milhões de euros, sobretudo graças à venda de William Carvalho, Piccini e Rui Patrício no último defeso.

Um dia depois de ter anunciado que vai antecipar as receitas televisivas da Nos, perante a falta de dinheiro que vai começar a sentir já em abril, a SAD do Sporting anunciou um lucro de 6,447 milhões de euros relativo ao exercício do primeiro semestre da temporada. Corresponde a uma descida de 36% face ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi conseguido sobretudo graças à participação da equipa principal na Liga Europa e à alienação dos direitos desportivos dos jogadores William Carvalho, Rui Patrício e Piccini no último defeso. Recorde-se que William Carvalho e Rui Patrício saíram do clube por justa causa, depois dos incidentes de maio em Alcochete, mas o Sporting conseguiu chegar a um acordo com Bétis e Wolverhampton para fazer encaixes importantes com as saídas dos dois jogadores. No total, faturou 44,3 milhões com alienações de passes de futebolistas, quando há um ano tinha encaixado 37,9 milhões.

Assim sendo, a SAD leonina diz que com a Liga Europa (foi agora eliminado da competição aos pés do Villarreal) e vendas de jogadores conseguiu realizar um volume de negócios de 89,2 milhões de euros. Isto faz contas com as despesas, as quais ascenderam a 77,7 milhões de euros, o que resulta num resultado operacional de 11,5 milhões — uma queda de mais de 10%.

Os gastos com pessoal caíram quase dois milhões de euros para os 35,8 milhões de euros no primeiro semestre da época.

No lado do balanço, destaque para a redução do passivo em cerca de três milhões de euros para os 279,1 milhões de euros. A sociedade sportinguista chegou ao final do ano passado com capitais próprios negativos de nove milhões de euros, uma situação de falência técnica que é, ainda assim, melhor do que há um ano.

A SAD diz que isto não coloca em causa a “continuidade das operações” da sociedade, até porque se encontra em processo de reestruturação com a banca.

Esta quarta-feira, após publicar o prospeto na CMVM relativa à admissão em bolsa de ações emitidas em aumentos de capital realizados em 2014, a SAD do Sporting disse que precisa de 65 milhões de euros nos próximos 12 meses para fazer face às necessidades de fundo de maneio. Vai, por isso, avançar neste mês de março com uma operação de titularização de créditos relativos ao contrato televisivo que tem com a operadora Nos.

Salgado Zenha, vice-presidente da SAD, está confiante na operação e diz que não vai ser preciso vender jogadores.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Lucros do Sporting caem 36% para 6,4 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião