Audições da comissão à CGD arrancam a 26 de março com auditora EY

  • Lusa
  • 15 Março 2019

A segunda comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos arranca no dia 26 de março com a audição da auditora EY, disse o presidente da comissão, o deputado Luís Leite Ramos (PSD).

As audições da segunda comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) vão arrancar no dia 26 de março com a auditora EY, disse à Lusa o presidente da comissão, o deputado Luís Leite Ramos (PSD).

Nos dois dias seguintes, 27 e 28, seguir-se-ão, respetivamente, as audições ao atual governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e ao anterior, Vítor Constâncio.

O atraso no início das audições da comissão, previsto para 12 de março, deveu-se ao elevado volume de informação enviado aos deputados, de acordo com Luís Leite Ramos.

Falando em “mais de 19 mil páginas” e na necessidade de existir tempo para a analisar, o deputado esclareceu que “não havia informação em falta”.

A informação que faltava processar por parte dos deputados era relativa a atas de reuniões da Caixa Geral de Depósitos que se encontravam rasuradas, e que agora o banco “vai entregar de forma mais explícita”.

O deputado eleito pelo círculo de Vila Real explicou que, da parte da Caixa, “não se trata de esconder informação”, mas sim de fazer com que a comissão “avalie se é relevante ou não”, já que parte dela diz respeito a “atas e certidões do Conselho de Crédito” do banco público que não têm relevância direta para o objetivo da comissão.

Assim, “em vez de ser feita a rasura”, a Caixa “vai explicar” a relevância da informação prestada numa nova versão.

O relator da II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, como é oficialmente designada, será o deputado João Almeida, do CDS-PP.

Para além das audições à EY, a Carlos Costa e a Vítor Constâncio, foram já aprovadas outras ao anterior Revisor Oficial de Contas da Caixa, a Oliveira Rego & Associados, ao anterior responsável pelo departamento de auditoria da Caixa, Eduardo Paz Ferreira, ao anterior presidente do Conselho de Auditoria do Banco de Portugal, João da Costa Pinto, e ainda a João Dias Garcia, antigo secretário da mesa da assembleia geral da CGD.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Audições da comissão à CGD arrancam a 26 de março com auditora EY

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião