Horta Osório desiste de pensão no Lloyds após críticas de funcionários

  • ECO
  • 19 Março 2019

O CEO do banco britânico estava a ser criticado por ser o único funcionário do banco britânico cuja pensão era determinada com base no valor do último salário.

Após muitas críticas dentro do Lloys, António Horta Osório desistiu. O CEO do Lloyds Banking Group já não vai ver a sua pensão determinada com base no último salário, situação que estava a ser contestada pelo facto de ser o único funcionário do banco a ter esse privilégio.

Este recuo surge no dia em que o The Times deu conta do descontentamento dos funcionários do grupo financeiro, antevendo ainda que a situação fosse gerar polémica na próxima assembleia geral de acionistas.

De acordo com o jornal britânico, dentro do banco há quem não concorde com a hipótese de pagar ao seu principal executivo uma pensão que colida com as decisões tomadas recentemente de alinhar os benefícios dos detentores de cargos de topo com os dos restantes funcionários. William Chalmers, o próximo diretor financeiro do grupo financeiro, é também visado nesta questão.

A situação distinta de Horta Osório dentro do grupo financeiro teve na base um acordo estipulado que pretendeu para compensar a perda da pensão que o gestor português teria direito no Santander de onde saiu em 2011 para liderar o Lloyds.

A associação que representa cerca de 20 mil dos 75 mil funcionários do Lloyds, a Affinity, contestou a atribuição das pensões alegando que promovem a divisão interna e são contra os interesses dos acionistas. No documento, a Affinity criticava o facto de o gestor português ser o único elemento do banco com direito a receber uma pensão quando sair da empresa e que esta terá como base o seu último salário.

Mark Brown, secretário-geral da Affinity, disse, citado pelo jornal britânico, que a questão resultou numa “enorme fonte de descontentamento entre os funcionários”.

Horta Osório vem agora colocar um travão na contestação ao desistir dessa pensão.

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