Portugal é o 11º país que mais gasta com proteção social. Mas está abaixo da média da UE

Portugal está abaixo da média da União Europeia no que toca à aplicação da riqueza gerada no país com a proteção social dos cidadãos. O grupo dos idosos é o alvo de maior preocupação.

Portugal é o 11º país da União Europeia (UE) onde o Governo tem mais gastos com a proteção social. Ainda que esteja na metade dos países que mais acarretam esta despesa, o país lusitano está, contudo, abaixo da média da UE, bem como da média da Zona Euro. Já a Finlândia, pelo contrário, é o país que apresenta a maior fatia de gastos com proteção social.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE — o Eurostat —, em 2017, Portugal gastou 17,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas relacionadas com proteção social. Um valor que tem vindo, consecutivamente, a baixar. Em 2016 foi gasto 18% do PIB nacional e em 2015 18,4% da riqueza do país.

Já a média da União Europeia, de 2017, ronda os 18,8%, enquanto a média da Zona Euro é ainda superior, situando-se nos 19,8%. Finlândia, França e Dinamarca são os países que ocupam os lugares do pódio, com a maior fatia de riqueza gerada no país aplicada com a proteção social dos cidadãos. Gastam, respetivamente, 24,9%, 24,3% e 22,4% do PIB. No extremo oposto está a Irlanda (9,5%), Lituânia (11,2%) e Malta (11,3%).

O valor gasto em Portugal é sobretudo canalizado para as pessoas da terceira idade (11,7%), seguindo-se os sobreviventes (1,7%) e os casos de doença e incapacidade (1,3%). O grupo dos mais idosos tem vindo a ser, aliás, a maior fonte de despesa em proteção social da maioria dos Estados-membros.

A Finlândia e a Grécia registaram os valores mais elevados em proteção com idosos (ambas 13,8%), imediatamente seguidas pela França e Itália (ambas 13,4%) e pela Áustria (12,5%). Pelo contrário, Irlanda (3,4%), Lituânia (5,7%) e Chipre (6%) foram os países que menos gastam com os idosos.

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