Marcelo vai falar com Marta Temido e António Costa sobre reivindicações dos enfermeiros

No Porto, o Presidente da República disse que vai tentar ajudar os lesados do BES que ficaram fora do acordo e garantiu aos enfermeiros que vai falar com o chefe do Governo e a ministra da Saúde.

O Presidente da República vai falar com o primeiro-ministro e com a ministra da Saúde sobre as reivindicações dos enfermeiros, que mantêm um braço-de-ferro com o Governo. Marcelo Rebelo de Sousa falava no Porto, à entrada para uma conferência sobre saúde, onde era esperado por enfermeiros, mas também por lesados do BES que o chefe de Estado quer tentar ajudar.

“Vou falar à senhora ministra [da Saúde] e ao primeiro-ministro”, disse Marcelo aos enfermeiros que lhe falavam sobre as condições em que trabalham, uma conversa que foi transmitida pela Sic Notícias. O chefe de Estado não adiantou, porém, que tipo de posição assumirá. Marcelo tem mostrado preocupação com a greve dos enfermeiros, que tem levado ao adiamento de consultas e cirurgias.

Até 28 de março decorre o processo de auscultação pública relativamente à publicação da nova carreira de enfermagem. Para abril está já marcada nova greve dos enfermeiros.

A saúde poderá aliás transformar-se num foco de tensão entre o Presidente e o Governo. O Público avança este sábado que o Governo deverá fechar acordo à esquerda para aprovar no Parlamento a nova Lei de Bases da Saúde. Marcelo tinha defendido que esta lei – vista como estrutural – devia ter o apoio do PSD. Mesmo que chumbe a lei que for do Parlamento para Belém, o Presidente pode ser obrigado a promulgá-la numa segunda fase.

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se ainda disponível para intervir no caso dos lesados do BES. “Vou tentar perceber se ainda é possível chegar a acordo com aqueles [lesados do BES] que ainda não chegaram”, disse o chefe de Estado, acrescentando que uma grande percentagem dos lesados do BES fecharam acordo com o Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa assume, a sete meses das eleições, o papel de pacificador, numa altura em que a contestação social tem subido, com os grupos profissionais a recorrer ao Presidente para tentarem alcançar os seus objetivos.

Para este sábado está marcada uma manifestação de professores em Lisboa que querem ver o tempo de serviço completo considerado para efeitos de carreira.

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