Vendem-se mais casas, preços sobem e Lisboa brilha. Estes são os números do imobiliário em Portugal

Transacionam-se cada vez mais casas e, consequentemente, os preços disparam. O ECO reuniu dez números que fazem o retrato do imobiliário em Portugal.

Vendem-se cada vez mais casas, e cada vez mais caras. Lisboa continua a brilhar no mercado imobiliário, mas o ano passado a estrela foi o Alentejo. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços sobem há cinco anos consecutivos, mas já começam a mostrar os primeiros sinais de abrandamento. O ECO reuniu os dez números que descrevem o comportamento do mercado imobiliário no ano passado.

  • Transacionaram-se 178 mil imóveis

Entre janeiro e dezembro do ano passado, de acordo com os dados do INE, foram transacionadas 178.691 habitações, o número mais elevado desde 2009. Comparando com o ano anterior, em que se venderam 153.292 casas, houve uma subida de 16,6%. O número de imóveis residenciais vendidos tem vindo a aumentar desde 2012, ano em que foram transacionadas cerca de 76 mil casas.

  • 85% das casas vendidas são usadas

Das 178 mil casas vendidas, quase todas são usadas. Os números do INE mostram que este tipo de habitação teve um peso de 85,2% no ano passado, o correspondente a cerca de 152 mil casas transacionadas. Por sua vez, as casas novas representaram apenas 14,8%, o equivalente a 26 mil habitações.

  • Preços das casas subiram 10,3%

“Em 2018, os preços das habitações transacionadas mantiveram uma trajetória de crescimento”, refere o INE. De acordo com os mesmos dados, os preços das habitações dispararam 10,3% (1,1 pontos percentuais), uma dinâmica que se observou tanto nas casas novas como nas existentes.

  • Preços subiram pela 5.º ano consecutivo

As casas continuam a ficar cada vez mais caras, embora o ritmo de subida esteja a desacelerar. De acordo com o INE, no ano passado os preços das habitações dispararam 10,3%, uma tendência que se tem vindo a verificar há cinco anos consecutivos. Desde 2014, 2018 foi o ano em que se observou uma maior subida, seguindo-se 2017 com um aumento de 9,2%. É preciso recuar até 2013 para ver os preços diminuírem face ao ano anterior (-1,9%).

  • Transações totalizaram 24,1 mil milhões de euros

As 178 mil habitações transacionadas no ano passado totalizaram 24,1 mil milhões de euros, o valor mais alto desde 2009. O número tem vindo a subir desde 2012, ano em que se registou um total de 7,73 mil milhões de euros em transações. 2011 (10,4 mil milhões de euros) e 2012 foram dois anos de queda, com o valor total a reduzir cerca de cinco e três mil milhões, respetivamente, face ao ano anterior.

  • Valor médio das transações ascendeu a 134 mil euros

Feitas as contas, com base nos dados do INE, as transações concluídas no ano passado tiveram um valor médio de 134.655 euros, um número que está a subir desde 2012. Comparando com o ano anterior, esse valor médio aumentou 6,74% face ao observado em 2017 (126.154 euros). Novamente, o valor médio registado no ano passado é o mais elevado desde 2009, o que mostra o bom desempenho do mercado imobiliário.

  • Lisboa concentra 35% das transações

Como seria de esperar, foi na Área Metropolitana de Lisboa que mais casas se transacionaram no ano passado, num total de 62 mil habitações, o equivalente a um peso de 35%.

  • Transações em Lisboa totalizaram 11,6 mil milhões de euros

As transações que aconteceram na capital envolveram, no total, 11,6 mil milhões de euros, o equivalente a 48% do valor total das transações realizadas no país. “Pela primeira vez desde 2013, esta região registou uma redução do seu peso relativo no valor total das vendas de habitações”, refere o INE.

  • Vendas de casas no Alentejo dispararam 23%

Mas, embora Lisboa continue a ter um maior peso, foi o Alentejo que brilhou no ano passado, ao registar o mais crescimento no número de transações face ao ano anterior. Estas aumentaram 23,1% para 855 mil. Por sua vez, o valor das mesmas subiu para dez mil milhões de euros.

  • 22,5% das transações nos Açores são com casas novas

Contrariando a tendência, a Região Autónoma dos Açores foi aquela onde as transações com habitações novas tiveram um maior peso: 25%. Neste tipo de casas observaram-se 2.061 transações num total de 182 milhões de euros.

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