Relações familiares no PS? El País fala em “endogamia política” que “não é nova”

As relações familiares no Governo que têm sido notícia nos últimos dias já chegaram a Espanha. O jornal El País escreve que "a endogamia política em Portugal não é nova".

Desde a última remodelação de António Costa no Governo, vieram à tona as várias relações familiares que existem no PS. As notícias já chegaram ao outro lado da fronteira e, para o jornal El País (conteúdo em espanhol), trata-se de uma “endogamia política num país pequeno”. Mas este é um problema “comum na política portuguesa”.

“A endogamia política de um país pequeno com uma classe dirigente reduzida chegou ao extremo de se sentarem no mesmo Conselho de Ministros marido e mulher, pai e filha”, escreve o mesmo jornal. Uma declaração bastante semelhante à feita por Rui Rio, pouco depois da remodelação de António Costa: “Pela primeira vez na história de Portugal, sentam-se no Conselho de Ministros pai, filha, marido e mulher”.

Ambas as declarações se referem a Mariana Vieira da Silva (ministra da Presidência e da Modernização Administrativa) e ao pai, José António Vieira da Silva (ministro do Trabalho), e a Ana Paula Vitorino (ministra do Mar) e ao marido Eduardo Cabrita (ministro da Administração Interna).

O El País fez ainda referência à análise de Marques Mendes: “Há uma dose excessiva de familiares no Governo”, e às declarações de Carlos César, ao falar em relações “abundantes e diretas” no Bloco de Esquerda.

“A endogamia política em Portugal não é nova”, refere o jornal, explicando que “hoje sentam-se no Conselho de Ministros responsáveis políticos que já o eram com António Guterres ou José Sócrates”.

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