“Não vou ser obstáculo” ao Brexit. May sai se acordo for aprovado

A primeira-ministra britânica indicou aos deputados conservadores que irá entregar a demissão se estes derem o seu aval ao acordo do Brexit.

Theresa May está a fazer tudo para aprovar o acordo de saída ordeiro. Segundo o The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês) e a BBC, a primeira-ministra britânica disse aos deputados conservadores que apresentará a sua demissão se estes garantirem o apoio à proposta de Brexit fechada com a União Europeia.

“Estou preparada para deixar este trabalho mais cedo do que pretendia para fazer o que é certo para o nosso país e o nosso partido”, disse May ao Comité 1922, grupo composto pelos membros do grupo parlamentar do partido Tory. “Ouvi muito claramente o estado de espírito dos deputados conservadores no Parlamento e sei que há um desejo por uma nova abordagem e nova liderança na segunda fase das negociações do Brexit. Não vou ser um obstáculo nesse caminho“, garantiu.

A primeira-ministra britânica tem até o final desta semana para aprovar o acordo, de forma a conseguir uma saída ordenada. May pediu à UE um curto adiamento do Artigo 50º, até 30 de junho, mas Bruxelas preferiu um prazo mais curto, para evitar a participação do Reino Unido nas eleições europeias, que se realizam de 23 a 26 de maio. Por isso, propôs em troca uma saída a 22 de maio, com a condição de que o acordo do Brexit fosse aprovado no Parlamento britânico.

Se a Câmara dos Comuns voltar a rejeitar o acordo, então os líderes europeus dão até 12 de abril para o Reino Unido decidir o que pretende fazer, uma decisão que depois será novamente analisada pelo Conselho Europeu. Theresa May estará a pensar fazer a terceira votação ao acordo, que já foi chumbado duas vezes pelo Parlamento britânico, nesta sexta-feira.

No início desta semana, o Parlamento britânico chamou a si a decisão sobre o Brexit. Aprovou uma proposta que forçou a realização de um debate nesta quarta-feira, para uma série de votos sobre diferentes alternativas, que serão votadas a partir das 19 horas, para o processo de saída do Reino Unido da UE. As moções servem para perceber se existe uma alternativa que alcance uma maioria. O Governo britânico não é obrigado a seguir as moções que recebam votos favoráveis dos deputados, já que são apenas indicativas.

(Notícia atualizada às 18h38)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Não vou ser obstáculo” ao Brexit. May sai se acordo for aprovado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião