Após “melhor ano de sempre”, PortoBay investe 23 milhões no Porto e no Funchal

Grupo hoteleiro madeirense registou, no ano passado, receitas consolidadas de 82 milhões de euros, registando 910 mil dormidas, mais 3,5% do que em 2017. Porto e Funchal recebem novos hotéis este ano.

Depois de apresentar os “seus melhores resultados de sempre”, o Grupo PortoBay quer continuar a aumentar a oferta no mercado nacional. Por isso, vai adicionar dois novos hotéis ao seu portefólio, totalizando 89 novos quartos, num investimento global de 23 milhões de euros. E está também interessado na concessão do Quartel da Graça, em Lisboa, por via do programa Revive.

Depois da compra do Hotel Teatro, no Porto, que acrescentou 74 quartos à oferta do PortoBay, o grupo hoteleiro está a preparar a abertura de uma nova unidade na Invicta – PortoBay Flores, uma unidade de cinco estrelas situada na rua com o mesmo nome. Com abertura prevista para julho, a nova unidade nasce no Palácio dos Ferrazes, um edifício do século XIX a que será acrescentado uma nova ala.

O edifício é detido por um fundo suíço, sendo que o PortoBay irá gerir o hotel por via de um contrato de arrendamento de 12 anos. “Corresponde a uma das alternativas que temos colocado no mercado em termos do crescimento do grupo, tendo a consciência que se queremos efetivamente crescer não podemos fazê-lo apenas em ambiente de investimento de propriedade e gestão”, explica António Trindade, presidente do grupo, acrescentando que estão atualmente em avaliação outras propostas nesse sentido, “não só a olhar para a propriedade, mas para os ambientes de arrendamento”.

Les Suites at The Cliff Bay irá abrir ainda em 2019.

no Funchal deverá nascer este ano o Les Suites At The Cliff Bay. Construído a partir de duas casas centenárias, no topo de um promontório a dois quilómetros do centro do Funchal, o hotel terá 23 suites, uma das quais terá mais de 120 metros quadrados.

Além do investimento previsto para este ano, António Trindade diz que no ano passado o grupo investiu nas unidades já existentes cerca de quatro milhões de euros, incluindo obras de requalificação do PortoBay Falésia e Porto de Santa Maria, entre outros.

Com olhos na Graça e em Espanha

Apostado em reforçar a sua posição no Algarve, “região do país onde faltam mais camas”, o Grupo PortoBay está ainda de olhos postos em Lisboa, sendo um um dos candidatos ao projeto do Convento da Graça, no âmbito do Revive, programa que prevê a entrega de património público para que seja recuperado por agentes privados.

Além do reforço em Portugal, António Trindade diz que o grupo está também a olhar para Espanha, considerando que só é possível olhar para a Península Ibérica como “um só” mercado. O presidente do PortoBay afirma que estão particularmente atentos aos centros urbanos porque é “mais fácil entrar nas cidades do que pelos resorts turísticos”. Sem revelar os próximos passos, lembra que esteve recentemente nas Canárias.

Real penaliza contas

O Grupo está a apostar no crescimento em várias frentes, isto depois de um ano que foi histórico em termos de receitas: 82 milhões de euros, um aumento de 3,7% face a 2017. “Tendo em consideração este ambiente que já se antevia desde meados do ano passado [de desaceleração turística]“, António Trindade avalia os resultados “como muito bons”.

Para estes resultados contribuíram as unidades em Lisboa – com as duas unidades a beneficiar do bom momento do turismo da capital e a registarem taxas de ocupação de 85,1% — e na Madeira, com as unidades em Portugal a alcançarem resultados de 71,83 milhões de euros, com um crescimento de 1,6% face a 2017. Em sentido contrário, a desvalorização do real terá penalizado as contas do PortoBay em cerca 1,2 milhões euros.

Ainda assim, o grupo diz que conseguiu recuperar em 12% a taxa de ocupação, atingindo uma receita operacional de 46,2 milhões de reais (cerca de 10,6 milhões de euros), o que representa um crescimento de 10,8%, depois de ter sido afetado por dois anos “particularmente difíceis para a hotelaria no Brasil”.

Ao longo do ano, a empresa registou um total de 910 mil dormidas, com um avanço de 3,5% face a 2017, nas 12 unidades hoteleiras que opera em Portugal e no Brasil. São 1.520 quartos distribuídos por hotéis de quatro e cinco estrelas e que empregam 1.000 trabalhadores.

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