Alemanha acusa ex-CEO da Volkswagen no caso “Dieselgate”

Juntamente com outros quatro gestores, Martin Winterkorn está a ser acusado de fraude agravada no escândalo Dieselgate.

O Dieselgate voltou a levantar poeira. O ex-CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, foi esta segunda-feira acusado de ter tido um papel ativo no escândalo, avança a Bloomberg (conteúdo em inglês). Juntamente com outros quatro gestores da fabricante alemã, Winterkorn está a ser acusado de fraude agravada.

São as primeiras acusações criminais na Alemanha. Winterkorn, com 71 anos, foi indiciado pelas autoridades americanas em 2017, mas só agora está a ser acusado no seu país. Através de um email, os procuradores de Braunschweig referem que o ex-CEO sabia do uso de software ilegal para alterar os testes de emissões, tendo aprovado uma atualização “inútil” do software em novembro de 2014 para ajudar a esconder a trama.

O advogado de defesa de Winterkorn, Feliz Doerr, disse que não podia comentar o assunto por enquanto, diz a Bloomberg. Relativamente aos outros quatro suspeitos, ainda se desconhecem as suas identidades.

As acusações de que a Volkswagen escondeu informações sobre o software usado nos carros a diesel pairam sobre a empresa desde o primeiro dia em que o escândalo rebentou, em 2015. Esta foi uma crise que afetou 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo e que custou à empresa cerca de 28 mil milhões de euros até ao momento.

Esta notícia ainda não se refletiu nos mercados. As ações da Volkswagen estão a subir 0,58% para 157,40 euros na bolsa alemã. Desde o início do ano acumulam uma valorização de 18%.

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