Banco de Portugal condena KPMG a pagar três milhões por causa do BES Angola

O supervisor bancário condenou a KPMG e outros dois responsáveis por prestação de informações falsas no BES Angola. A auditora vai ter de pagar três milhões de euros.

É oficial: O Banco de Portugal condenou a KPMG e dois dos seus membros por prestação de informações falsas sobre os problemas financeiros do BES Angola ao supervisor. Além da própria auditora, são condenados Inês Viegas e Fernando Antunes, “por infrações especialmente graves” no período entre 11 de fevereiro e 30 de maio de 2014, portanto, semanas antes da resolução do BES. E já se sabe que todos os arguidos impugnaram esta condenação, para o Tribunal da Concorrência, Supervisão e Regulação.

Segundo o Banco de Portugal, ficou provado que a KPMG (presidida por Sikandar Sattar) e os seus responsáveis tiveram conhecimento dos riscos da carteira de crédito do BES Angola e de como isso poderia afetar a operação do BES em Portugal e prestaram informações falsas ao supervisor. E invoca o artigo 211º do Regime Geral das Instituições de Crédito (RGIC) para suportar esta decisão.

Na comunicação oficial, o Banco de Portugal refere que a KPMG é condenada ao pagamento de uma coima única no valor de três milhões de euros, enquanto os sócios da KPMG, Inês Viegas e Fernando Antunes, foram condenados ao pagamento de coimas únicas de 425 mil euros e de 400 mil euros, respetivamente.

Ao ECO, fonte oficial da KPMG adiantou que “os arguidos recorreram com a expectativa fundada de que o tribunal vai reverter a decisão do Banco de Portugal”.

(Notícia atualizada às 17h24 com reação de fonte oficial da KPMG)

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