Sócios da fabricante de bicicletas Órbita procuram novo investidor

  • ECO
  • 21 Abril 2019

A situação da empresa agravou-se desde que a EMEL rasgou o contrato das bicicletas Gira. Já saíram 50 pessoas este mês e, agora, os sócios estão à procura de um novo acionista.

Os atuais sócios da Órbita estão à procura de um novo acionista para empresa, depois de a EMEL ter rasgado o contrato de 25 milhões de euros relativo às bicicletas elétricas Gira. A informação surge num mês em que meia centena de trabalhadores rescindiu contrato com a fabricante de bicicletas de Águeda, alegando salários em atraso.

De acordo com o Dinheiro Vivo, a situação da empresa agravou-se quando a EMEL decidiu rescindir o contrato e reclamar uma indemnização de 4,6 milhões de euros à fabricante de bicicletas de Águeda, por alegado incumprimento. O contrato previa a instalação de 140 docas de estacionamento em Lisboa, numa rede com 1.410 bicicletas tradicionais e elétricas.

Enquanto o Sindicato dos Metalúrgicos de Aveiro garante que a Órbita já não tem meios para operar, Jorge Santiago, um dos sócios da empresa, nega que assim seja. Nesse sentido, a empresa já veio mostrar publicamente a disponibilidade para cumprir os compromissos assumidos com todos os clientes.

A Órbita foi fundada em 1971 e chegou a ganhar dimensão internacional, exportando para toda a Europa, mas também para Angola, Moçambique, Argélia e Marrocos. Segundo o jornal, chegou a ganhar um contrato de mais de 20 mil bicicletas para a rede de bicicletas partilhadas de Paris, em 2007.

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