Miguel Patrício é o português que vai assumir a liderança da Kraft Heinz

O português "com sotaque" Miguel Patrício deverá ocupar o cargo de CEO da Kraft Heinz a partir do dia 1 de julho, substituindo Bernardo Hees.

Há mais um português que vai assumir a liderança de uma grande empresa a nível mundial. Desta vez, é Miguel Patrício que vai ocupar o cargo de CEO do grupo Kraft Heinz, uma das maiores empresas no setor da alimentação. O gestor nascido em Portugal e com formação académica e profissional no Brasil estava já no ramo alimentar há vários anos, avança o Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

Há cerca de duas décadas na InBev, uma gigante das cervejas, Miguel Patrício era, desde 2012, o responsável máximo pelo marketing de todo o grupo, que junta marcas como a Budweiser, a Corona Extra ou a Beck’s. Agora, o executivo com pais portugueses vai saltar para o grupo bem conhecido pelas suas embalagens de molhos.

Miguel Patrício deverá ocupar o cargo de CEO da Kraft Heinz a partir do dia 1 de julho, substituindo Bernardo Hees, o atual CEO do grupo. Hees assumiu, em julho de 2013, a liderança da Kraft Heinz, tendo sido, antes, presidente da rede de fast food internacional Burger King.

Ao Financial Times, Miguel Patrício disse que está ciente dos desafios que tem pela frente e, ao mesmo tempo, confiante. “Não há nada mais doce na vida do que uma reviravolta”, afirmou. O executivo português pretende dar a volta aos prejuízos de 10,3 mil milhões de dólares — o equivalente a 9,1 mil milhões de euros — que o grupo registou em 2018.

Patrício quer antecipar novas tendências de consumo, em vez de reagir posteriormente. Da mesma maneira, o português disse estar aberto para estabelecer parcerias com outros grupos inovadores e, até, com universidades. Mas, para já, o novo CEO da Kraft Heinz está focado em estabelecer uma nova estratégia de crescimento e em familiarizar-se com o trabalho, a cultura e os números que estão por trás do negócio.

O grupo está avaliado em 63 mil milhões euros, mas, desde o início do ano, que tem vindo a perder cotação em bolsa. Quanto a mão-de-obra, a Kraft Heinz conta com 39 mil trabalhadores espalhados por todo o mundo.

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