Processo da banca contra Berardo para recuperar 962 milhões já deu entrada na Justiça

  • ECO
  • 22 Abril 2019

Além do madeirense, as empresas Metalgest, Fundação José Berardo e Moagens Associadas são também visadas no processo. Os bancos pedem que sejam promovidas diligências para a cobrança coerciva.

O processo conjunto de três bancos contra Joe Berardo deu entrada na Justiça no passado sábado. Caixa Geral de Depósitos, Novo Banco e BCP querem tentar recuperar 962.162.180,21 euros em dívidas do comendador e de três empresas relacionadas e, para isso, deram entrada com a ação no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, segundo noticia esta segunda-feira o jornal Expresso (acesso livre).

Além de Berardo, as empresas Metalgest, Fundação José Berardo e Moagens Associadas são também visadas no processo de execução. Os bancos pedem que sejam promovidas diligências para a cobrança coerciva dos créditos concedidos, no valor de mais de 962 milhões de euros.

O Correio da Manhã tinha já noticiado que o BCP, o Novo Banco e a CGD tinham intenção de avançar com um processo judicial contra o empresário madeirense. A tentativa de liquidação aplica-se apenas a uma fatia dos 980 milhões de euros em dívida — principalmente no BCP e na CGD — e segue-se ao falhanço de um acordo para a liquidação dos créditos, no início deste ano, e das negociações subsequentes não terem chegado a bom porto.

A proposta da banca centra-se nas obras de arte que integram a coleção de Berardo, apesar da avaliação do espólio levantar dúvidas. Perante a recusa do empresário, os três bancos optaram, contudo, por seguir pela via judicial, numa estratégica com elevados riscos associados. Ao Correio da Manhã, o advogado de Joe Berardo disse, no início do mês, estar impedido de prestar declarações sobre as negociações com os bancos em questão.

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