Jerónimo dispara mais de 8%. Toca máximos de um ano

Apesar da quebra nos lucros, a dona do Pingo Doce brilha em bolsa. Chegou a cotar acima dos 15 euros por ação, um máximo desde março de 2018.

A Jerónimo Martins está a disparar em bolsa. A dona do Pingo Doce esteve já a subir mais de 8%, valorização que elevou os títulos para cima da fasquia dos 15 euros. Apesar da quebra nos lucros no primeiro trimestre, a confiança da gestão nas metas para o total do ano leva os títulos a tocarem máximos de mais de um ano.

As ações arrancaram a sessão em alta, mas rapidamente acentuaram os ganhos. Poucos minutos depois do arranque da negociação já subiam mais de 5%, tendo chegado a apresentar uma valorização de 8,8% até aos 15,10 euros. Seguem a ganhar 7,1% para 14,80 euros com mais de um milhão de títulos transacionados.

Jerónimo Martins dispara em Lisboa

Esta forte subida, que levou as ações a negociarem no valor mais elevado desde março de 2018, deu à dona do Pingo Doce um valor de mercado de quase 9,5 mil milhões de euros. Só com a valorização nesta sessão a capitalização bolsista da Jerónimo Martins aumentou em 766 milhões.

O comportamento das ações em bolsa reflete o otimismo dos investidores quanto à capacidade de a Jerónimo Martins superar as adversidades na Polónia, onde tem a Biedronka. É que apesar da quebra nos resultados do primeiro trimestre, a empresa manteve as metas para este ano.

A Jerónimo Martins lucrou 72 milhões de euros entre janeiro e março de 2019, menos 14,5% que no período homólogo, justificando esta evolução negativa com o impacto dos “dias adicionais de fecho obrigatório ao domingo na Polónia”. A desvalorização da moeda polaca também pesou.

Apesar disso, o guidance para a totalidade do ano manteve-se, inalterado. “Estou confiante na nossa capacidade de superar os desafios à vista e de continuar a crescer acima do mercado ao longo de 2019″, diz Pedro Soares dos Santos, no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Comentários ({{ total }})

Jerónimo dispara mais de 8%. Toca máximos de um ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião