Wall Street em máximos históricos. Amazon e Ford ajudaram

Os principais índices bolsistas dos EUA encerraram com ganhos, apoiados no crescimento do PIB, mas com o tombo de 10% da Intel a impedir um avanço mais dilatado.

Novos recordes históricos em Wall Street. Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram em alta ligeira, com o apoio do crescimento acima do previsto do PIB dos EUA, e a subida da Amazon e da Ford.

O S&P 500 avançou 0,47%, para os 2.939,8 pontos, enquanto o Dow Jones e o Nasdaq somaram 0,3% e 0,34%, respetivamente, para os 26.542,05 e 8.146,42 pontos. Para o índice que agrega as principais 500 capitalizações bolsistas do mercado norte-americano e para o índice tecnológico, tratam-se de novos máximos de sempre.

A evolução das ações norte-americanas foi apoiada na notícia a dar conta que a maior economia do mundo cresceu no primeiro trimestre acima do previsto.

Nesta sexta-feira, o Departamento do Comércio norte-americano reportou que o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou a uma taxa anualizada de 3,2% nos três primeiros meses deste ano. A aceleração da maior economia do mundo foi apoiada pelo comércio e pela maior acumulação de produtos não vendidos desde 2015. O crescimento do PIB foi ainda impulsionado por um aumento do investimento governamental, que compensou a forte desaceleração dos gastos dos consumidores e das empresas.

Em alta, destaque para as ações da Amazon que valorizaram 2,5%, depois de a empresa de Jeff Bezos ter divulgado resultados na quinta-feira que ficaram na margem superior das estimativas dos analistas. Já a Ford disparou mais de 10%, após revelar resultados também superiores às estimativas.

A Intel acabou por ser um dos principais destaques negativos em Wall Street. As ações tombaram 9%, depois de na quinta-feira a tecnológica ter revisto em baixa as suas estimativas de receitas para a globalidade do ano e de ter falhado a estimativas de vendas do seu negócio de data center na divulgação das contas do primeiro trimestre.

Já as ações da Exxon perderam mais de 2%, depois de os resultados da petrolífera não terem agradado já que foram pressionados pelo fraco desempenho do negócio de refinação e de produtos químicos.

 

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