“Se o PSD e o CDS votaram sem saber o que estavam a votar, emendem o erro”, diz António Costa

"Não viabilizem uma proposta que coloca em causa as nossas finanças públicas e a nossa credibilidade internacional", pediu António Costa numa reação ao recuo do PSD e CDS.

António Costa desafiou PSD e CDS a votarem contra o reconhecimento integral do tempo de serviço dos professores na votação final global que deverá acontecer a 15 de maio. Se a direita não percebeu o que estava a votar, então que emende o erro e vote contra, tal como o PS o fará, sugeriu António Costa em reação ao recuo do PSD e do CDS face ao que foi aprovado na comissão de Educação na noite de quinta-feira.

“Votaram sem saber o que estavam a votar, têm uma solução muito simples: quando a votação chegar ao plenário, votem contra e emendem o erro que cometeram, votando o que não sabiam no que estavam a votar”, disse o primeiro-ministro, numa ação de pré-campanha em Campo Maior em Portalegre. Citado pela TSF, António Costa disse ainda: “Não viabilizem uma proposta que coloca em causa as nossas finanças públicas e a nossa credibilidade internacional“.

Votaram sem saber o que estavam a votar, têm uma solução muito simples: quando a votação chegar ao plenário, votem contra e emendem o erro que cometeram, votando o que não sabiam no que estavam a votar.

António Costa

Primeiro-ministro

António Costa acusou PSD e CDS de quererem “enganar” os portugueses e, sobretudo os professores. “Virem agora falar de travões e de condicionantes é confessar aquilo que verdadeiramente era o seu projeto: uma mão cheia de nada para os professores e uma enorme conta calada para todos os portugueses terem de pagar”.

O primeiro-ministro sublinhou ainda que o Governo “não vende ilusões aos professores, prometendo o que não lhes pode dar nem hoje nem amanhã”. Em declarações transmitidas pela Sic Notícias, António Costa garantiu ainda que não mente aos portugueses e que apenas pode garantir que aquilo que dará a uns dará a todos, “mas de forma sustentável”, numa afirmação que visa diretamente os receios de falta de equidade que pode implicar devolver rendimentos aos professores e não ao resto da Função Pública.

Apelando ao voto nas eleições europeias, António Costa deixou ainda bem claro que o PS não vai tentar conquistar votos a qualquer preço. Recordando a situação de equilíbrio das contas públicas, o chefe de Governo recordou que foram “valores que deram muito trabalho a conquistar para, em ano eleitoral, desbaratar para conquistar votos a qualquer preço”.

Perder alguns votos é uma possibilidade que António Costa até admite, mas garante que seria muito pior “perder a confiança que demorou muito a conquistar”. “Estamos num momento da vida política em que temos de ser muito claros”, disse ainda em mais uma estocada à falta de clareza da posição da direita que se viu obrigada a clarificar que só aceitará votar a favor da contagem integral do tempo de serviços dos professores se essa contagem for acompanhada de um conjunto de condicionalismos económicos e como crescimentos ou equilíbrio das contas públicas.

O primeiro-ministro regozijou-se ainda com o facto de ter acabado com o mito de que não é possível governar à esquerda com contas certas.

(Notícia atualizada)

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