easyJet fecha primeiro semestre com perdas de 315 milhões de euros

Companhia transportou mais 13,3% passageiros no semestre terminado em março. Receitas cresceram 7,3%, mas preço do combustível, perdas cambiais e paralisação de Gatwick à conta de drones puxaram custo

A easyJet fechou as contas do primeiro semestre com perdas antes de impostos de 275 milhões de libras (315 milhões de euros), valor que compara com os 18 milhões de libras (20,6 milhões de euros) de prejuízo registado no período homólogo.

“O custo por lugar cresceu 3,9% para 56,66 libras (contra 54,53 libras no primeiro semestre 2018) em resultado do aumento do preço dos combustíveis, o impacto do câmbio, a inflação, investimento em resiliência bem como do impacto dos drones em Gatwick em dezembro“, avança a companhia aérea irlandesa no comunicado sobre os resultados. “O custo por lugar excluindo o impacto do combustível e sem impacto do câmbio teria aumentado 1,3%”, salienta a empresa.

Apesar dos resultados negativos, em termos operacionais a easyJet conseguiu um aumento de 4,9 milhões de passageiros no período, ou 13,3%, tendo transportado 41,6 milhões de passageiros nos seis meses terminados em março. A low cost conseguiu um load factor de 90,1% no semestre, contra os anteriores 91,1%, e aumentou as receitas em 7,3%, para 2,34 mil milhões de libras (2,68 mil milhões de euros).

Mesmo com o agravar das perdas no primeiro semestre, a easyJet mantém inalteradas as expectativas para os resultados para o ano fiscal de 2019, prevendo um crescimento de 7% na operação nos seis meses até setembro e recordando que ao contrário do ano passado, em 2019 o “efeito Páscoa” reflete-se nas contas do segundo semestre e não do primeiro.

A easyJet recorda a este respeito que as contas das companhias aéreas são altamente sazonais, sendo que “a receita e a rentabilidade” são sempre mais elevadas no segundo semestre. “Historicamente a easyJet reporta perdas ou lucros baixos no primeiro semestre do ano fiscal e lucros no segundo semestre”.

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