Segurados querem cobertura de riscos emergentes

  • ECO Seguros
  • 17 Maio 2019

Os segurados estão preocupados com a possibilidade das suas coberturas serem insuficientes para acautelar riscos emergentes, como a cibersegurança e as ameaças ambientais.

As seguradoras deverão responder as preocupações dos consumidores quanto à cobertura de riscos emergentes, esta a principal conclusão da edição deste ano do World Insurance Report, publicado pela Capdemini e pela Efma.
De acordo com as recomendações do documento, há que responder à procura pelos clientes de novos produtos de seguros personalizados que cubram o ‘gap’ que existe entre as políticas atualmente seguidas e os riscos emergentes, desde a cibersegurança às ameaças ambientais. As seguradoras mostram-se menos preparadas para a mudança do que os consumidores, considerando os autores do documento que têm uma “significativa oportunidade” para passar para um patamar mais elevado quanto a tecnologia e parcerias, conseguindo assim acompanhar as grandes tendências e tornando-se parceiras dos seus clientes mais proativas.
O relatório identifica cinco grandes tendências que estão a gerar riscos emergentes para os segurados, individuais e corporativos: padrões ambientais disruptivos, avanços tecnológicos, evolução social e demográfica, novas preocupações com a saúde e alterações no ambiente de negócios.
Ora, as seguradoras têm sido lentas na resposta a estas tendências, o que cria a convicção, junto dos clientes, que estão expostos a novos riscos. De acordo com o documento, menos de 25% dos clientes corporativos em todas as geografias e menos de 15% de altos responsáveis e proprietários sentem ter suficiente cobertura por parte dos seguros que contratam para fazer face aos riscos emergentes decorrentes das tendências enunciadas.
O estudo estima ainda que 83% dos segurados individuais possuem uma média ou mesmo alta exposição a ciberataques e ao risco de exceder as suas poupanças. Entre os clientes corporativos o estudo indica que 81% estão expostos à escalada dos custos com a saúde dos empregados, 87% podem enfrentar um ciberataque, sendo menos de 18% os que estão munidos de coberturas para tal eventualidade, e quase 75% encontram-se sob a ameaça de catástrofes naturais cada vez mais correntes, para as quais apenas 22% dispõe de cobertura.
Neste panorama, cerca de 55% dos clientes de seguradoras mostram-se dispostos a explorar novos modelos de seguros, mas apenas 26% já aplica neles o seu dinheiro.
Segundo o relatório, o progresso tecnológico deverá ser acompanhado por uma mudança nas atitudes. As seguradoras, que se veem tradicionalmente como “um pagador”, deverão envolver-se noutros papeis, como o de parceiro e “preventor”, trabalhando mais estreitamente com os clientes para mitigar riscos e fornecer serviços por medida.
A Capgemini faz consultoria e fornece serviços no plano tecnológico e da transformação digital a nível internacional. A Efma é uma organização global sem fins lucrativos criada em 1971 por bancos e seguradoras

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