Suíça aprova reforma fiscal. Acaba com regime especial de impostos para grandes empresas estrangeiras
Reforma fiscal no país implica maior igualdade nos impostos cobrados a todas as empresas. Para não se tornar menos atrativo, impostos vão diminuir para todos.
A Suíça vai aumentar os impostos a grandes empresas estrangeiras a operar no país. A população suíça aprovou este domingo a reforma fiscal, que, por um lado, põe fim ao regime especial para multi-nacionais. Por outro, diminui as taxas base cobradas a todo o setor empresarial para se manter atrativo a empresas internacionais.
A reforma do sistema fiscal já tinha ido a votos há dois anos na Suíça, que tem enfrentado críticas da União Europeia por apresentar impostos mais baixos a empresas que os restantes Estados-membros, criando uma situação de desigualdade. Nessa altura, uma proposta semelhante foi rejeitada.
A diferença é que desta vez, as mudanças estavam associadas às reformas. Com as duas medidas na balança, as receitas fiscais do Estado poderão até diminuir, mas o Governo prometeu, em contrapartida, alocar um maior montante (mais 1,8 mil milhões de euros) ao sistema de pensões. A condição convenceu os suíços.
Os dados oficiais, consultados pela Reuters, indicam que 64,4% dos eleitores aprovaram o plano do Governo. A nova legislação irá colocar a Suíça num nível mais próximo dos regimes internacionais na Europa, ao encurtar a cedência de taxas preferenciais de que beneficiam atualmente cerca de 24 mil empresas estrangeiras.
O regime especial — no qual são pagos impostos entre 7,8% e 12% face aos 12% a 24% pagos pelas empresas suíças — deverá chegar ao fim, mas as taxas base serão reduzidas para evitar uma fuga das empresas para destinos mais atrativos.
O ministro das Finanças suíço, Ueli Maurer, tinha alertado que a medida era fundamental para prevenir que o país fosse tratado pelas instituições internacionais como pária. A medida do Governo é apoiada pelas federações empresariais, mas tem a oposição de partidos à esquerda e ONG que consideram que os serviços públicos acabarão por ser prejudicados pela diminuição das receitas do Estado.
Contribua. A sua contribuição faz a diferença
Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.
A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.
É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.
De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,
Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.
António Costa
Publisher do ECO
Comentários ({{ total }})
Suíça aprova reforma fiscal. Acaba com regime especial de impostos para grandes empresas estrangeiras
{{ noCommentsLabel }}